
O Assistente Tático
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Assessoria e Mentoria para profissionais do futebol. Análises Táticas, Comunidade para Assinantes, Cursos e muito mais. Fundador: @higorsantos_10
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Filipe Luís é um dos treinadores que melhor domina o conceito de QUADRADO LATERAL no futebol atualmente. Revolucionando a estrutura ofensiva do Monaco, que parte de um 4-4-2 inicial, mas ataca posicionado em um 3-1-3-3, este movimento do jogador do quadrado partindo de dentro para fora nas costas do salto da primeira linha, foi claramente um trunfo para desestabilizar os saltos da linha de cinco do Lens (5-2-3). Em organização ofensiva, o lateral esquerdo se mantinha baixo ao lado dos centrais em uma saída a 3; enquanto Vanderson, lateral do outro lado, ocupava o corredor inteiro em largura. Nos quadrados interiores, a responsabilidade era de um volante pela esquerda e do extremo Edan Diop pela direita, enquanto Paris Brunner era a ponta do losango dentro do 3-1-3-3. Aleksandr Golovin, originalmente um jogador de corredor central por origem, desempenhou o papel do extremo responsável pela amplitude na esquerda. Como o Lens saltava ímpar na primeira linha com um extremo subindo para abordar um dos três primeiros construtores do Monaco, os movimentos de dentro para fora no quadrado lateral, tanto de um lado como do outro, provocavam que o ala saltasse em trajetória frontal e portanto exigisse uma cobertura do zagueiro externo para abordar o rival na amplitude. Devido a esse deslocamento, o Monaco conseguiu não só expor os centrais dos lados, como também criar espaços entre os zagueiros para atacar em profundidade.
O Assistente Tático50,094 views • 10 days ago

No futebol atual, é necessário atualização constante... Novas respostas surgem a cada semana, a cada jogo, e até mesmo em amistosos. No amistoso de pré-temporada entre Aston Villa e Real Sociedad, foi interessante como o time espanhol superou a pressão do rival com um conceito. O zagueiro andando para frente e atacando as costas do seu par, após o tiro de meta ser iniciado com um passe do zagueiro ao goleiro. Esse primeiro passe provoca que o atacante tenha que tomar uma decisão: salto no goleiro ou protejo o passe ao zagueiro? Em dúvida, ele não vê o deslocamento do central em suas costas, e permite o homem livre.
O Assistente Tático254,424 views • 1 month ago

O FC Porto de Francesco Farioli trata o conceito do 3º homem como um elemento basilar do seu Modelo de Jogo. Todos os comportamentos levam até a dinâmica: desde a pausa para fixar e aumentar a distância de salto do atacante rival para liberar o central livre, os desmarques de apoio dos interiores e as localizações dos jogadores para dar continuidade à jogada com outra combinação de terceiro homem. Atrair para progredir.
O Assistente Tático149,769 views • 2 months ago

Uma tendência indiscutível no futebol atual é o uso do passe do zagueiro para o goleiro no tiro de meta. Existem inúmeras vantagens criadas a partir deste simples movimento. No entanto, nos estudos que fizemos, estas são as principais: 1. O passe do zagueiro ao goleiro permite que a saída inicie no corredor central e com o primeiro passador de frente para o campo. Se acontece o inverso, com passe do goleiro ao zagueiro, a tendência é começar a saída de dentro para fora, o que facilita a inibição da pressão rival; 2. Contra encaixes individuais, o passe do zagueiro ao goleiro possibilita provocar um primeiro salto do adversário. Se ele decide saltar com o goleiro, então podemos aproximar um afastado e encontrar o zagueiro que estava marcado, livre, como terceiro homem; 3. Se o rival opta por não saltar, ou seja, mantém inegociável o padrão do homem a homem e deixa o goleiro livre, então podemos explorar a profundidade do campo com os homens afastados em situação de mano a mano contra os defensores.
O Assistente Tático38,880 views • 19 days ago

O Tottenham de Roberto De Zerbi iniciou a temporada 2026/2027, e já ensinando sobre conceitos-chave do Jogo de Posição. O conceito do 3º Homem requer alguns subprincípios fundamentais para a execução prática do conceito. Mobilização - ato de tirar o adversário de posição a partir de um desmarque de apoio ou afastamento em relação ao portador da bola; Olhar longe - o portador da bola deve olhar longe das opções próximas para encontrar um afastado como apoio; Desmarque de apoio - movimento de suporte ao portador da bola com o intuito de habilitar um terceiro homem de frente.
O Assistente Tático94,284 views • 2 months ago

Unai Emery é um dos melhores treinadores do mundo. Sua equipe é uma especialista superando pressões altas com saídas elaboradas e identificando vantagens. Se o mundo tem dificuldade de enfrentar marcações individuais, o Aston Villa vai na contramão disso: até prefere que os marquem assim. Contra o Club Brugge, foram várias as soluções, mas smepre com três pilares alicerçando e norteando a saída: 1. Uso do goleiro como primeiro homem livre. Seja no tiro de meta, seja para reciclar a posse e reiniciar o ataque. Nos tiros de meta, mesmo conceito: passe do zagueiro ao goleiro para que ele seja o primeiro passador e provoque um primeiro salto; 2. Mobilidade e trocas de posição por dentro a partir da estrutura 4-2-2-2: movimentos contrários entre vir ao pé, tirar algum rival de posição e atacar o espaço; 3. Conceito de 3º e 4º homem e uso das conduções dos zagueiros: olhar para longe para colocar alguém próximo de frente e progredir.
O Assistente Tático32,411 views • 21 days ago

O conceito de Quadrado Lateral é uma tendência tática cada vez mais explorada pelas principais equipes da Europa que constroem seu jogo ao redor de uma matriz posicional. Lances elucidativos do Manchester City contra o Porto neste sentido, principalmente a partir da estrutura 3-1-3-3. Enzo Fernández começa no quadrado e, por via de regra, identifica o salto do extremo sobre o lateral baixo na primeira linha de saída, e ataca as costas deste salto de dentro para fora recebendo livre e causando dúvida. Quem salta? É o zagueiro? É o lateral? Isso permite que o extremo receba com vantagem.
O Assistente Tático28,280 views • 21 days ago

O Jogo de Posição possui uma clara tendência neste início de temporada na Europa: a estrutura 3-1-3-3 para atacar blocos defensivos fechados. Ajax (Míchel), Club Brugge (Ivan Leko) e Manchester City (Enzo Maresca) foram equipes que utilizaram este padrão em seus jogos iniciais em 2026/2027. O 3-1-3-3 permite que você mantenha uma superioridade numérica constante no corredor central, seja de 4vs2 (contra adversários que defendem, por exemplo, em 4-4-2), seja de 4vs3 (no caso do enfrentamento de linhas de 5 jogadores). Além disso, com dois extremos abertos nas amplitudes, é possível manter largura simultânea e permanente tendo um losango por dentro. Naturalmente, isso provoca que, com o adversário estando em condição de inferioridade na primeira linha de pressão (3vs2, por via de regra) e no meio-campo, ele tenha que saltar com um dos defensores da última linha, criando condições vantajosas para progredir.
O Assistente Tático41,562 views • 1 month ago

O Arsenal tem inovado na utilização dos laterais neste início de temporada. A partir de uma estrutura em 3+1 com um dos volantes lateralizado ou entre os zagueiros, eles utilizam tanto Calafiori como Ben White nos quadrados enquanto Tzolis e Saka mantêm a posição aberta nas amplitudes. Normalmente com Ødegaard alternando entre base e zona central, chegam a sobrecarregar o espaço entre as linhas com até quatro efetivos. A partir da localização dos laterais, este posicionamento interior dos laterais cria uma dúvida permanente no extremo do adversário: consequentemente eles são fixados pela bola e esquecem de proteger suas costas, permitindo que os laterais do Arsenal ganhem vantagem visual e recebam livres.
O Assistente Tático26,679 views • 27 days ago

O AS Monaco do treinador brasileiro Filipe Luís é outra equipe a utilizar a estrutura 3-1-3-3 dentro de uma base de jogo posicional neste início de temporada 2026/2027 nas grandes ligas europeias. Na vitória contra o Górnik na Conference League, a chave foi como ajustavam a posição de Vanderson, lateral alto, que encurtava a distância com o portador da bola para provocar que o ala do adversário (que defendia em 5-4-1) saltasse à pressão e liberasse os intervalos para o jogador do quadrado romper em profundidade.
O Assistente Tático32,842 views • 1 month ago

Outro exemplo de vantagem criada pela lateralização do volante. Ao perceber a possibilidade de se lateralizar, Pulgar ajusta o corpo e caminha para trás, o que provoca que um interior (adversário defendendo na estrutura 4-1-4-1) se mobilize para pressioná-lo. Por conseguinte, o volante do Vitória salta sobre Jorginho, o que expõe o centro para Carrascal flutuar de fora para dentro no quadrado. Um ajuste simples a partir da base da jogada ocupada por dois volantes lado a lado, mas que dificulta consideravelmente a marcação do adversário.
O Assistente Tático41,212 views • 1 month ago

O futebol da Colômbia é o melhor da Copa do Mundo 2026 em termos de fluidez, organismo e sintonia fina nas relações entre os jogadores. Fogem do estereótipo do futebol moderno, e privilegiam o talento e interação entre os jogadores acima do sistema. A partir de um 4-3-3 assimétrico, que na prática se comporta como um sistema de dois volantes, dois meias e dois atacantes (4-2-2-2), os colombianos apresentam grande facilidade em aplicar um conceito: se juntar ao redor da zona da bola por dentro para criar espaços vazios por fora, onde permitem aos laterais chegarem com vantagem frequentemente. Contra Portugal, foi uma demonstração perfeita de como o futebol é um esporte complexo e de relações complexas, onde a via de regra global importa menos do que o imaginado e que a subjetividade do nível é fruto do contexto não só geral, mas principalmente nas pequenas relações entre os atletas.
O Assistente Tático64,251 views • 3 months ago

O Barcelona de Hansi Flick mescla a agressividade ofensiva do jogo alemão com a estabilidade posicional com bola tão clássica do futebol espanhol, idealizada na própria Masia. Contra o Athletic Bilbao, foi interessante como exploraram uma tendência tática conhecida no futebol atual no tiro de meta: a estrutura 4-2-2-2 com dois falsos 9, provocando o espelhamento de estruturas por parte do rival e conseguindo gerar espaços em campo aberto. Em construção na segunda fase, normalmente com assimetrias a partir do 4-3-3, com um lateral baixo na saída a 3 e outro em linha paralela ao extremo Anthony Gordon, permitindo constantes vantagens a partir de provocar saltos a par ou obter vantagem visual nas costas do pressionador.
O Assistente Tático23,894 views • 1 month ago

Dani Olmo é um dos melhores jogadores da Copa do Mundo 2026 e possivelmente estará no time ideal do torneio. O meia do FC Barcelona é um especialista jogando dentro do quadrado pela direita, ao lado de Yamal e Pedro Porro no triângulo por este setor dentro do 4-3-3 de Luis de la Fuente. Impressiona um indicador: a capacidade de engano mediante a finta. A finta é definida como um tipo de drible sem a necessidade de tocar a bola. Olmo sempre engana os marcadores com a orientação do seu corpo, flexionando os joelhos para mudar de direção e sair no lado débil do pressionador. Apesar de 1,80m de altura, tem um centro de gravidade incrivelmente móvel e baixo, que o permite controlar ritmos, tempos e direções com naturalidade.
O Assistente Tático43,222 views • 2 months ago

Didier Deschamps está estigmatizado como um treinador de processos simples taticamente falando, mas sua França, que reúne 3 dos 5 melhores jogadores do mundo na atualidade no ataque, submeteu Marrocos através de uma organização clara: agressividade defensiva. A pressão homem a homem por todo campo gerou dificuldades a comprovadamente eficiente saída de bola marroquina. Além disso, o primeiro gol que destravou o jogo, marcado por Kylian Mbappé em uma finalização colocada, surgiu através do bom posicionamento dos franceses para as segundas bolas, principalmente com um atacar marcando eficiente para pressionar após a perda da posse.
O Assistente Tático43,569 views • 2 months ago

Análise tática completa da partida entre Como e RB Leipzig na UEFA Champions League. O time de Cesc Fabregas vem praticando um grande futebol neste início de temporada. Dois gols construídos e originados desde o tiro de meta. A partir de um princípio do qual já explicamos anteriormente: o uso do passe do zagueiro ao goleiro no tiro de meta. Entenda no vídeo abaixo -
O Assistente Tático11,837 views • 17 days ago

Como atacar um 4-4-2 a partir de vantagens claras? A variação de estrutura com o volante se lateralizando tem sido uma tendência clara no mundo durante os últimos meses. Em uma globalização do Jogo de Posição em que a estrutura 3+2 é padrão de diversos treinadores ao redor do mundo, a alternativa interna de mudar a estrutura com um dos volantes entrando lateralizado provoca grandes dificuldades em blocos que defendem posicionados no 4-4-2. Com o volante entrando pelo lado, cria-se a dúvida sobre o responsável por saltar neste jogador. Quem se mobiliza? O extremo salta e expõe o lateral a um possível 2vs1 para controlar quadrado e amplitude? O volante salta e desocupa o corredor central? É um cobertor muito curto, o que explica que este comportamento ofensivo tenha se tornado uma via de solução para atacar o 4-4-2.
O Assistente Tático35,703 views • 2 months ago

O 4-3-3 holandês é a melhor execução de um modelo de Jogo de Posição clássico nesta Copa do Mundo 2026. Uma equipe estável com a bola, consciente posicionalmente e que domina os espaços até levar a bola às posições com vantagem. Simetria, triângulos e sobretudo equilíbrio tanto para atacar como para defender. Este gol contra a Tunísia elucida muito bem vários conceitos: 1. Distribuição racional dos espaços; 2. Relações entre interior, extremo e lateral ocupando base, quadrado e amplitude; 3. Ajustes dos laterais segundo suas características (Aké como lateral baixo ou levemente interno, e Dumfries explorando o corredor em largura); 4. Preenchimento de área com quatro jogadores; 5. Equilíbrio defensivo com cinco jogadores a partir da estrutura 2+3.
O Assistente Tático42,215 views • 3 months ago

Muito interessante como o México utilizou a altura dos laterais para condicionar a pressão da Inglaterra. Foi uma tendência no futebol de clubes, principalmente em ligas como a italiana, onde há maior incidência de equipes defendendo com marcações individuais, a ideia de afastar os jogadores da construção e manter menor número de atletas para os primeiros passes. Começando o tiro de meta em superioridade numérica, o México provoca a Inglaterra para que salte sobre o goleiro, liberando assim um homem livre na base da jogada em uma estrutura de saída em 2+2. O detalhe é justamente onde estão os extremos ingleses perseguindo os laterais mexicanos. Essa distância maior impede que eles eventualmente saltem para ajustar a marcação por dentro.
O Assistente Tático36,391 views • 2 months ago

A estrutura em 3+2 com o lateral baixo na saída ao lado dos zagueiros permite com que se criem diversas variações dentro da plataforma inicial. Contra o 4-4-2, a principal delas é a partir da lateralização do volante. Este movimento fixa o salto do extremo, enquanto o lateral antes baixo ganha altura e ocupa o corredor enquanto o extremo fixa de fora para dentro. Por conseguinte, se varia ao 3+1, com o médio recebendo com vantagem no quadrado. Lance extremamente didático.
O Assistente Tático24,069 views • 2 months ago