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Gabriel Brasileiro

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Bacharel e mestrando em filosofia | Filósofo clínico em formação | Ministro pastoral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil | Postulante às Sagradas Ordens

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Quando a mulher de Ló olha para trás, ela se rende à estética da destruição. E Deus a pune por saber do perigo disso. Ele sabia que, quando a humanidade conhecesse o que o fogo é capaz de fazer, não teria volta. Deus não queria que admirassem o que nem Ele tem o prazer de fazer.

Quando a mulher de Ló olha para trás, ela se rende à estética da destruição. E Deus a pune por saber do perigo disso. Ele sabia que, quando a humanidade conhecesse o que o fogo é capaz de fazer, não teria volta. Deus não queria que admirassem o que nem Ele tem o prazer de fazer.

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Essa é a principal razão para eu não ser católico romano Não faz sentido a ideia de, após o arrependimento e a confissão, ainda ser necessária a penitência para reparar a justiça diante de Deus, mesmo a pessoa já tendo sido perdoada. A Bíblia é muito clara sobre o sacrifício de Cristo ter sido um ato de justiça que justifica aquele que tem fé (Rm 3:25-26). Se essa justificação alcançada mediante a fé é perfeita, não há nada que precisemos fazer para reparar a justiça divina. Cristo se fez pecado por nós para que fôssemos feitos justiça de Deus (2Co 5:21). Essa obra de justiça é perfeita. Mesmo a teologia romana falando muitas vezes sobre a penitência ser uma participação no sacrifício de Cristo, ainda estamos diante da ideia de que eu contribuiria para minha própria justificação em algum grau. Isso diminui a perfeição da obra de Jesus. Inclusive, o próprio Jesus não exigia penitência alguma quando perdoava pecados (Mc 2:1-12; Lc 36-50; Jo 8:1-11). E isso tudo ajuda entender que, quando nós, protestantes, defendemos “justificação somente pela fé”, não estamos negando o papel de nossas obras em nosso processo de salvação, nem muito menos negando que a penitência tem seu lugar. Especificamente, o que negamos é a ideia de que há obras necessárias para sermos declarados justos por Deus. Como diz Paulo, se precisássemos trabalhar por nossa justiça, ela não seria uma graça (Rm 4:4-5).

Gabriel Brasileiro

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