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A mudança de perfis no corredor central do Sporting deverá elevar o nível da equipa na pressão, sobretudo em zonas altas do terreno. Doumbia, Silas e Altimira acrescentam outra capacidade física, intensidade e agressividade nos timings dos saltos de pressão, permitindo uma abordagem muito mais eficaz. Doumbia, em particular,...

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Os segundo e o último golo do Sporting dizem muito sobre as intenções e os padrões ofensivos da equipa. No golo de Doumbia, a jogada nasce após uma recuperação de bola. Com Maxi mais baixo, forma-se uma linha de três com os dois centrais, enquanto Altimira e Silas se posicionam nas costas da primeira linha de pressão. No corredor direito, Zalazar baixa para explorar o espaço na largura da segunda linha de pressão, formando inicialmente dupla largura com Geny. Com a aproximação de Fotis, cria-se um triângulo na meia direita entre o grego, o uruguaio e o moçambicano. Essa dinâmica atrai três adversários para o mesmo espaço, libertando a linha defensiva e criando o contexto ideal para Doumbia atacar a profundidade em 1x1 com o central adversário. No golo de Nel, o princípio mantém-se. O Sporting constrói novamente a 3, desta vez com Fresneda mais baixo e Altimira nas costas da primeira linha de pressão. Destaca-se a liberdade de movimentos de Luís Guilherme, que baixa para explorar a lateral da primeira linha de pressão, arrastando consigo o extremo adversário da linha média de quatro. Esse movimento abre espaço entre o extremo e o médio do adversário, criando uma zona de progressão pelo corredor central. Com Altimira a baixar para junto dos centrais, forma-se momentaneamente uma linha de quatro, garantindo superioridade numérica (4x3) sobre a primeira linha de pressão, sendo que extremo adversário é obrigado a saltar para tentar acertar. Criou-se o espaço ideal para Fresneda receber com espaço de progressão. O arrastamento de Luís Guilherme mantém aberto o espaço entre o extremo e o médio adversários. O médio, obrigado a sair na cobertura, tentado limitar a ação de Fresneda, percorre uma distância demasiado longa e chega tarde ao duelo. Esse atraso aumenta ainda mais a distância entre a linha média e a linha defensiva, espaço imediatamente explorado por l Nel, que recebe entre linhas, combina com Flávio Gonçalves e finaliza. Nestes dois lances voltam a evidenciar-se vários princípios do modelo de Rui Borges: a paciência na circulação, a utilização frequente do passe para trás para provocar saltos de pressão e abrir espaços, a liberdade posicional para atrair adversários, a constante dupla largura no corredor direito e os movimentos complementares entre o ponta de lança e o segundo avançado (papel desempenhado por Doumbia). O Sporting continua a deixar excelentes indicadores. Siga para a Amadora.

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Filipe Luís é um dos treinadores que melhor domina o conceito de QUADRADO LATERAL no futebol atualmente. Revolucionando a estrutura ofensiva do Monaco, que parte de um 4-4-2 inicial, mas ataca posicionado em um 3-1-3-3, este movimento do jogador do quadrado partindo de dentro para fora nas costas do salto da primeira linha, foi claramente um trunfo para desestabilizar os saltos da linha de cinco do Lens (5-2-3). Em organização ofensiva, o lateral esquerdo se mantinha baixo ao lado dos centrais em uma saída a 3; enquanto Vanderson, lateral do outro lado, ocupava o corredor inteiro em largura. Nos quadrados interiores, a responsabilidade era de um volante pela esquerda e do extremo Edan Diop pela direita, enquanto Paris Brunner era a ponta do losango dentro do 3-1-3-3. Aleksandr Golovin, originalmente um jogador de corredor central por origem, desempenhou o papel do extremo responsável pela amplitude na esquerda. Como o Lens saltava ímpar na primeira linha com um extremo subindo para abordar um dos três primeiros construtores do Monaco, os movimentos de dentro para fora no quadrado lateral, tanto de um lado como do outro, provocavam que o ala saltasse em trajetória frontal e portanto exigisse uma cobertura do zagueiro externo para abordar o rival na amplitude. Devido a esse deslocamento, o Monaco conseguiu não só expor os centrais dos lados, como também criar espaços entre os zagueiros para atacar em profundidade.

O Assistente Tático

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O relacionismo no futebol surge como uma abordagem que valoriza, acima de tudo, as conexões entre os jogadores dentro de campo. Mais do que posições rígidas ou movimentos pré-definidos, este modelo privilegia a constante interação, a leitura do jogo e a capacidade de cada jogador se ajustar ao contexto coletivo. A equipa passa a funcionar como um organismo vivo, onde cada elemento influencia e é influenciado pelos restantes. Neste contexto, a aproximação entre jogadores torna-se fundamental. Reduzir as distâncias permite uma circulação de bola mais rápida, segura e eficiente, facilitando linhas de passe curtas e constantes apoios ao portador da bola. Esta proximidade não só diminui o risco de perda como também aumenta a capacidade de manter a posse, atraindo o adversário e criando espaços noutras zonas do campo. Outro princípio essencial é o uso das diagonais para gerar superioridade. Movimentos diagonais quebram a previsibilidade do jogo, desorganizam a estrutura defensiva adversária e criam linhas de passe menos óbvias. Ao atacar em diagonal, a equipa consegue ultrapassar linhas de pressão e criar vantagens numéricas ou posicionais, potenciando situações de progressão e finalização. Por fim, o relacionismo pressupõe um ambiente onde existe liberdade para o erro. Esta liberdade é crucial para o desenvolvimento da criatividade e da tomada de decisão. Jogadores que não têm receio de falhar tendem a arriscar mais, a explorar soluções diferentes e a contribuir de forma mais ativa para a dinâmica coletiva. O erro deixa de ser visto como falha e passa a ser encarado como parte do processo de aprendizagem e evolução. Fernando Diniz, o mestre do relacionismo🧠

Paulo Andrade

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𝐒𝐂 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚 𝐯𝐬 𝐅𝐂 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐨 — 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐬 𝐀𝐃𝐍 🔹 As distâncias curtas como medida de controle e de progressão gradual e o mais do que explícito tríptico : mobilidade - multi direcionalidade - contra movimento. 🔹 Suscitar situações que saem do preestabelecido e exigem aos jogadores capacidade auto-organizativa, cooperativa e autonomia decisional dentro dum contexto onde a bola é o meio e o fim do jogar. 🔹 A iniciativa não se negoceia (os 11, incluindo o GR devem ser protagonistas) sendo uma arma profícua para, desde a saída em construção na zona de risco, procurar manipular a pressão contrária criando focos atrativos e aproveitando as distâncias curtas entre jogadores para sair favorecido : acomodação posicional (distâncias, alturas, posturas) e trajetórias orientadas em função da intenção : ajuda mútua, de apoio direto ou indireto, de distração. 🔹 Através de hábitos operacionais - relacionais cria uma dimensão dinâmica ao seu favor. Horta, Pau Víctor e Zalazar podem interagir de « olhos fechados » e as constantes iniciativas associativas para não só manipular a pressão contrária como também viajar juntos elevam « a empatia futebolística » entre cada elemento da equipa para níveis elevados. 🔹 A conscientização da característica maioritariamente reativa do processo defensivo adversário é para aproveitar : - Procura do homem livre através do conceito do 3o homem. - Olhar por perto para poder ver mais longe. - Também considerar a alternativa mais distante se o contexto que lhe é inerente for vantajoso. - Pelo menos duas opções de passe para o possuidor (evitando paralelismos). - Tentar confundir referências contrárias (ainda mais quando são individuais) 🔹 A nível individual, Moutinho é o cérebro do seu meio campo — clarividência ímpar para actuar consoante os critérios mais determinantes : espacial / temporal. 🔹 Várias saídas, conseguidas apesar do contexto de maior apuro, destacam-se não simplesmente pelo espaço que o adversário esvaziou mas também, e sobretudo, pelo entendimento / sintonia dos jogadores nas suas interações, combinações sem cair na previsibilidade.

Rémy M.

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