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Alexandre de Moraes acaba de ser sorteado relator de uma ação que pede ao STF justamente a liberação dos registros de entrada de sua própria esposa, Viviane Barci de Moraes, e de Daniel Vorcaro no Senado. Sim: o ministro poderá decidir sobre a divulgação de informações que envolvem diretamente...

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Na madrugada desta sexta-feira, 11 de setembro, após determinação de André Mendonça para a retirada do sigilo de investigações ligadas ao Banco Master, veio a público um documento que amplia ainda mais a dimensão dessa crise. O contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, previa expressamente “consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis”, além de atuação perante Banco Central, Receita Federal, Cade e todas as instâncias do Judiciário. Não estamos falando de uma prestação genérica de serviços. O contrato previa ainda a organização de cinco núcleos de atuação estratégica diante do Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária, órgãos do Executivo e Legislativo. E o valor era gigantesco: 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos, em um acordo que, considerados os tributos previstos, poderia ultrapassar R$ 131 milhões em três anos. Esse documento estava sob sigilo. Só nesta madrugada seu conteúdo integral foi colocado diante dos brasileiros. E o detalhe que não deve ser esquecido: os metadados da minuta mostram que o próprio Alexandre de Moraes fez edições no contrato antes da assinatura. O escritório diz que ele apenas foi consultado para verificar eventuais impedimentos e nega irregularidades. É o mesmo caso em que a PF recuperou mensagens de Daniel Vorcaro para um contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, tratando de investigações, citando Andrei Rodrigues e Paulo Gonet e, às vésperas da prisão de Vorcaro, perguntando se já deveria estar fora do país. Na mesma madrugada, também veio a público uma segunda proposta do escritório para a Viking Participações, outra empresa de Vorcaro: R$ 50 milhões líquidos em três anos. O escritório afirma que ela não foi aceita nem assinada. André Mendonça retirou o sigilo de 14 procedimentos, além do principal. Na terça-feira, dia 15, o plenário do STF deverá analisar o relatório da PF e o pedido da PGR para anulá-lo. Quanto mais o sigilo cai, pior fica para Moraes.

Karina Michelin

69,249 Aufrufe • vor 11 Tagen

A informação publicada por Matheus Leitão, no Metrópoles, nesta sexta-feira, 11 de setembro, é muito mais grave do que uma simples fofoca de bastidor. Segundo um aliado próximo, Alexandre de Moraes já tomou uma decisão: não pretende renunciar, mesmo que seja aberta uma investigação contra ele. E teria deixado claro que “não cairá sozinho”. Traduzindo: Moraes está abertamente chantageando e coagindo outros ministros. A própria reportagem afirma que Moraes sabe que não foi o único integrante do Supremo a manter relações com Daniel Vorcaro e cita Dias Toffoli. Diz ainda que o caso de Moraes é considerado, até agora, o mais grave - há o contrato milionário do Banco Master com o escritório de sua mulher e dezenas de mensagens ainda sem explicação. E há um detalhe político decisivo; segundo a coluna, Davi Alcolumbre não pretende abrir nesta legislatura um processo de impeachment contra Moraes. Quer esperar as eleições e a nova composição do Senado. Ou seja; enquanto o Senado segura a porta, Moraes se prepara para resistir dentro do Supremo. Na quinta-feira, 10 de setembro, ele chegou a anunciar um pronunciamento e o cancelou pouco depois. Agora, aliados dizem que a decisão de resistir já foi tomada, mesmo recluso e falando com poucas pessoas. Na terça-feira, 15, virá o primeiro grande teste: Moraes, André Mendonça e outros ministros atingidos, em diferentes graus, pelo caso Vorcaro estarão no mesmo plenário. É uma guerra de sobrevivência dentro do STF - e o país inteiro irá descobrir quem protege quem quando ela começar de verdade.

Karina Michelin

81,902 Aufrufe • vor 11 Tagen

Nesta sexta-feira, 22 de maio, a Justiça Federal da Flórida autorizou oficialmente que Alexandre de Moraes seja intimado por e-mail no processo movido pela Rumble e pela Trump Media & Technology Group, empresa ligada ao presidente Donald Trump. A decisão foi assinada pela Corte Federal do Middle District of Florida após os advogados das empresas alegarem que as tentativas formais de notificação via Brasil acabaram bloqueadas no STJ. Segundo os documentos do caso, a Corte Especial do STJ rejeitou o avanço da carta rogatória enviada pelos Estados Unidos para intimar Moraes em território brasileiro. Diante do impasse, a Justiça americana autorizou a chamada “alternative service”, permitindo que a intimação seja feita diretamente por e-mail ao gabinete do ministro e ao STF. E aqui surge uma ironia jurídica monumental. Moraes se tornou conhecido por ampliar e normalizar mecanismos agressivos de notificação digital contra cidadãos, jornalistas, parlamentares, empresários e plataformas. Intimações eletrônicas, ordens por e-mail, notificações digitais expedidas diretamente para redes sociais e decisões de remoção imediata passaram a integrar a rotina dos inquéritos conduzidos pelo ministro nos últimos anos. Agora, pela primeira vez, Moraes poderá experimentar exatamente o método que ajudou a institucionalizar no Brasil. A diferença é que desta vez não se trata de um cidadão comum enfrentando o peso do Estado brasileiro. Trata-se de uma Corte Federal americana afirmando que, diante do bloqueio institucional no Brasil, o e-mail é suficiente para alcançar judicialmente um ministro do STF. O documento ainda traz uma acusação grave. O advogado americano Martin De Luca afirmou publicamente que Moraes teria imposto “ordens secretas de censura” contra plataformas americanas, contornando o sistema judicial dos Estados Unidos e atingindo conteúdos protegidos pela Primeira Emenda da Constituição americana. De Luca afirmou que Moraes agora “deve responder perante uma Corte americana ou enfrentar julgamento à revelia”. Nos bastidores jurídicos internacionais, Moraes já começa a ser visto como um dos maiores constrangimentos externos enfrentados pelo STF.

Karina Michelin

33,980 Aufrufe • vor 4 Monaten

Na manhã de 27 de agosto, dentro da Papudinha, em Brasília, Daniel Vorcaro prestou um depoimento extraordinário ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF. Diante de um juiz auxiliar e de um procurador da República — e sem a presença da Polícia Federal —, o ex-banqueiro afirmou ter sofrido tortura psicológica, maus-tratos e ameaças veladas durante o período em que esteve preso para que não revelasse, numa eventual delação premiada, fatos envolvendo a própria PF. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Vorcaro relatou que teve os olhos vendados durante uma transferência e que agentes responsáveis por sua escolta teriam advertido que, se falasse sobre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “ficaria preso para sempre”. Integrantes da PF e da PGR afirmam que Vorcaro não apresentou fatos concretos que caracterizassem maus-tratos e enxergam seu depoimento como uma tentativa de reabrir uma negociação de colaboração premiada sem a participação da Polícia Federal. A defesa de Vorcaro pediu que ele fosse ouvido com urgência alegando “graves intimidações”. O depoimento foi então realizado diante de um juiz auxiliar do gabinete de André Mendonça e de um procurador da República, gravado em vídeo — SEM A PRESENÇA DA POLÍCIA FEDERAL. O próprio Mendonça confirmou a oitiva. Vorcaro sustenta ainda que sua proposta de delação teria sido recusada pela PF porque ele poderia citar Andrei Rodrigues. Interlocutores do diretor-geral negam qualquer relação entre os dois e afirmam que eles se encontraram apenas uma vez, casualmente, durante um seminário em Londres - evento que, segundo a Folha, foi patrocinado pelo Banco Master. Agora há duas versões alarmantes: ou Vorcaro está fabricando uma acusação gravíssima contra agentes públicos para tentar controlar os termos de sua colaboração, como sustentam investigadores, ou um dos personagens centrais do Caso Master está dizendo que foi intimidado dentro do sistema prisional para não revelar informações sobre a cúpula da instituição que o investigava. Qualquer uma das hipóteses é gravíssima e exige apuração independente. O fato é que há alguém com medo do que Vorcaro ainda pode contar.

Karina Michelin

37,916 Aufrufe • vor 20 Tagen

Segundo a publicação da VEJA, desta sexta-feira, 18 de setembro, Daniel Vorcaro fez chegar ao STF um recado em tom ameaçador: se seu pai, Henrique Vorcaro, não for colocado em liberdade para tratar graves problemas de saúde, ele revelará fatos sobre “diferentes poderosos”. Vorcaro quer abrir a boca, mas, pelo visto, os ministros do Supremo não deixam. A revista relata que o banqueiro está furioso e convencido de que foi “abandonado para morrer na prisão” por saber segredos demais. Na visão atribuída a ele, haveria comprometimento da PGR, da Polícia Federal e de boa parte do STF - e, por isso, ele já não acreditaria existir um sistema independente capaz de viabilizar sua delação. E o ponto mais grave não está apenas no que Vorcaro ameaça contar, mas no que diz possuir para provar. Segundo um interlocutor de sua defesa, Daniel teria fotografias, recibos de pagamentos e outros documentos capazes de desmentir versões de distanciamento entre ele e figuras do STF, da PGR e da PF - e de confirmar, com detalhes, fatos que já vieram a público. A VEJA resume o estado de espírito do ex-banqueiro em uma frase atribuída ao interlocutor: “Daniel não tem nada a perder”. No centro do ultimato está seu pai, Henrique Vorcaro, preso há mais de 90 dias e sofrendo de diverticulite. Ele pediu nesta quarta-feira ao presidente do STF, Edson Fachin, que destrave seu caso para que André Mendonça analise o pedido de prisão domiciliar humanitária. Há uma data marcada para 30 de setembro. A Polícia Federal também marcou para esse dia o interrogatório de Henrique sobre “A Turma” e “Os Meninos”, grupos investigados por espionagem e intimidação de adversários da família. Portanto, a notícia desta sexta-feira é objetiva e alarmante: Daniel Vorcaro está preso, furioso e mandou um recado direto ao Supremo - quer o pai fora da prisão. E ameaça responder expondo o que sabe, com fotos, recibos e documentos. Agora, mais do que nunca, Daniel Vorcaro precisa ser ouvido e protegido. Caso contrário, poderá se tornar um arquivo morto.

Karina Michelin

197,117 Aufrufe • vor 4 Tagen

Ontem eu disse que não acreditava em coincidências. Hoje veio a confirmação: em vez de aceitar meu desafio e fazer um dossiê sobre Moraes e Gilmar Mendes, Kim D. Paim preferiu continuar me atacando com mentiras e chegou ao ponto de tentar transformar a injustiça contra Filipe Martins em piada. É aqui que a máscara dele cai: quando alguém pega um dos casos de abusos mais graves cometidos por Alexandre de Moraes para fazer piada já não resta mais dúvida de quem ele está tentando ajudar. O Filipe ficou preso durante meses, foi jogado em uma solitária sem iluminação e foi torturado para delatar Bolsonaro. Não cedeu. Hoje ele segue silenciado, preso em casa, proibido até de acessar redes sociais e de ser filmado ou fotografado por terceiros. Tudo por causa de uma fraude no sistema migratório americano. É inaceitável que alguém que se diz aliado do Bolsonaro tente reduzir tudo isso a uma tiradinha canalha no Youtube. Kim Paim tenta zombar de um inocente ao mesmo tempo que faz de tudo para blindar Moraes e Gilmar. Isso não é lealdade. Isso é serviço prestado ao sistema. Isso é colaboração com quem quer colocar Bolsonaro atrás das grades. Peço que vocês coloquem a mão na consciência e respondam com toda sinceridade quem está sendo beneficiado com essa atitude lamentável do Kim Paim. Quem se beneficia com os ataques gratuitos aos advogados do Filipe Martins? Quem se beneficia com essa tentativa de fazer chacota do caso que mais expõe os métodos autoritários de Moraes? Quem se beneficia quando se tenta descredibilizar um caso que foi citado mais de 20 vezes pela própria defesa do Presidente Jair Bolsonaro em suas alegações finais? Com certeza não é Bolsonaro, não é a direita e não é o Brasil. O único que ganha com isso tem nome e sobremome: Alexandre de Moraes. É isso que todos precisam entender: cada vez que Kim ataca aliados, Moraes respira aliviado. Cada vez que ele afasta apoiadores por causa de picuinhas, a censura se fortalece. Cada vez que ele desvia o foco de Moraes para problemas secundários, a ditadura se fortalece. Cada vez que ele tenta desmoralizar juristas que trabalham para desmontar tecnicamente essa caça às bruxas, ele colabora com quem quer a prisão de Bolsonaro. Me mostrem apenas um único momento em que Kim Paim tenha enfrentado Moraes com a mesma intensidade com que ele ataca aliados. Não existe. Pra encerrar, repito meu desafio ao Kim Paim: já que você ironiza a entrada falsificada do Filipe nos EUA, por que você não coloca esse "questionamento" no dossiê sobre Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes? Por que você não confronta os agentes do sistema? Eu não sou delegado, nem juiz, nem perito. Quem tem a obrigação de explicar a fraude é a justiça. Todas as informações que eu apresentei sobre o caso recebi da investigação do FBI e da Justiça Americana. Mas se você topar meu desafio, eu respondo o que você quiser. Agora, a pergunta que fica é: por que você está mais interessado em atacar o advogado do Filipe do que em pressionar os algozes dele? Por que você está tentando ajudar Alexandre de Moraes e prejudicar Bolsonaro e seus aliados? Prove que estou errado. Aceite meu desafio. Se a sua desculpa pra continuar correndo do desafio for a de blindar o seu canal monetizado, coloco todos os meus canais à sua disposição para você postar esses dossiês. Seguirei no aguardo! Espero que você não corra mais uma vez.

Jeffrey Chiquini

257,656 Aufrufe • vor 1 Jahr

Essa fala de Lula da Silva, durante a abertura da feira Brasil na Mesa, na Embrapa Cerrados, nesta quinta-feira, 23 de abril, é um retrato de seu cinismo político em estado puro. A frase “esse país não comporta mentiroso”, dita por alguém cuja trajetória foi atravessada por mentiras e por escândalos de corrupção, como o Mensalão e o Petrolão, é quase uma confissão involuntária. Quando Lula afirma que o Brasil “poderia ser a sexta economia do mundo”, tenta vender a ideia de que foi sabotado por terceiros. Mas omite que foi sob sua própria era política que o país mergulhou em distorções profundas - fiscais, institucionais e morais. Mas tudo isso não foi um acidente de percurso, foi método. Mas aqui vem o ápice da sua fala: “Tem gente que quer administrar esse país e não tem a menor noção do que administrar.” Aqui, Lula fala como se tivesse chegado ontem ao poder - quando, na verdade, está no controle há 20 anos, além de ser um dos políticos mais longevos e influentes da história recente do Brasil. Ele critica o país como se não tivesse participado diretamente da construção do cenário caótico que agora condena. O problema não é só a incoerência; é o grau de descolamento total da realidade - como se ele contasse deliberadamente com a desinformação, com a memória curta da população, com a ignorância e com a capacidade de manipular a opinião pública para sustentar a própria narrativa falaciosa e se manter no poder - afinal, é nisso que aposta para a próxima eleição. Resta saber quem, após 20 anos de Lula no poder, ainda acredita nesse discurso obsoleto que o condena.

Karina Michelin

21,403 Aufrufe • vor 5 Monaten