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Até advogado esquerdista admite: PF mentiu sobre Alexandre Ramagem O advogado Felipe Monteiro, mesmo sendo de esquerda, se revoltou com a versão divulgada pela Polícia Federal sobre a prisão de Alexandre Ramagem. Segundo ele, a nota oficial da PF foi uma grande fake news ao afirmar que a detenção...

32,496 просмотров • 5 месяцев назад •via X (Twitter)

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Não é apenas a detenção de Ramagem que levanta questionamentos, mas o método descrito para que ela ocorresse. Segundo a própria reconstrução dos fatos, a localização de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos começou com um monitoramento indireto: malas, identificação de veículo no aeroporto, vigilância e semanas de acompanhamento até chegar ao endereço. Um método típico de inteligência para descobrir o paradeiro. Mas é nesse ponto que a narrativa da Polícia Federal começa a apresentar fissuras. Ramagem teria um pedido de asilo em curso nos Estados Unidos, o que implica que seu endereço já estaria formalmente registrado junto às autoridades americanas, como a U.S. Citizenship and Immigration Services. Se havia cooperação internacional ativa, como declarado por Andrei Rodrigues - diretor-geral da Polícia Federal - por que foi necessário um monitoramento para localizar alguém cujo endereço, em tese, já constava no sistema oficial? A segunda inconsistência está no desfecho; a detenção foi executada pelo ICE, mas, até o momento, o registro oficial americano é lacônico - confirma apenas que Ramagem está sob custódia, sem detalhar operação ou motivação. Não há, publicamente, qualquer descrição da investigação brasileira, nem vínculo explícito com cooperação internacional. Isso cria um desalinhamento evidente entre narrativas. De um lado, a versão da PF que aponta uma operação de cooperação estruturada; de outro, o registro americano que trata o caso como uma detenção administrativa, sem contextualização. Esse padrão não é isolado. No caso de Carla Zambelli, na Itália, o deputado Angelo Bonelli declarou publicamente que foi ele quem forneceu o endereço da parlamentar às autoridades italianas, viabilizando sua localização. Ou seja, não foi uma operação clássica de cooperação institucional, mas uma atuação que envolveu agente político, denúncia direta e localização informal. E é aqui que está o risco: quando o Estado passa a alcançar dissidentes políticos fora de suas fronteiras por caminhos não transparentes, estabelecendo um precedente em que seu alcance ultrapassa limites sem que mecanismos de controle sejam plenamente visíveis, quase clandestinos.

Karina Michelin

31,356 просмотров • 5 месяцев назад

Eu acho que pouca gente entendeu a gravidade do que estão tentando fazer com a Rebeca Ramagem. Ela foi chamada pela Justiça Eleitoral para se manifestar sobre a condenação do marido, Alexandre Ramagem, e sobre uma regra que proíbe partidos de utilizarem organizações paramilitares. Mas o que isso tem a ver com ela? Rebeca não foi condenada, não responde pelos crimes atribuídos ao marido e tem todas as certidões criminais negativas. Mesmo assim, estão tentando fazer a condenação dele respingar na candidatura dela. Para mim, isso tem nome: tentativa de criar uma espécie de culpa por casamento. Rebeca tem história, carreira e posições próprias. Ela não pode ser tratada como uma extensão do marido, muito menos pagar politicamente por uma condenação que não é sua. Diga-se de passagem, uma condenação política também ao Alexandre Ramagem. O despacho ainda não barrou a candidatura. Foi um pedido de esclarecimentos e existem várias instâncias na Justiça Eleitoral. Mas é justamente agora que precisamos ficar atentos ao precedente que pode estar sendo construído. Se aceitarmos que uma pessoa seja atingida eleitoralmente pelo que um familiar fez, onde isso vai parar? Hoje tentam fazer isso com Rebeca Ramagem. Amanhã poderá ser com qualquer esposa, marido, filho ou irmão de alguém considerado inconveniente pelo sistema. Responsabilidade é individual. Parentesco não é crime. E casamento não pode virar causa de inelegibilidade. Ajudem a Rebeca Ramagem!!!

Pâm 🌸

80,642 просмотров • 9 дней назад