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Ana Sayfaya Dön

Em meio a uma tragédia devastadora, uma atitude de humanidade e amor acabou emocionando muita gente. Após o feminicídio de Nájylla Duenas Nascimento, morta a tiros pelo marido no próprio dia do casamento, em Campinas (SP), Cícero Oliveira da Cruz, pai de uma das filhas dela, decidiu acolher também...

122,200 görüntüleme • 3 ay önce •via X (Twitter)

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Benzer Videolar

O que mais me incomoda nessa história é que a crueldade do crime acabou ficando em segundo plano. A repercussão girou muito em torno do apelo da mãe dele para que ele se entregasse. Mas, para mim, o foco deveria estar no que ele fez. Sebastião Rogério Ventura Costa, conhecido por todos como Roque, de 42 anos, matou Lucélia Domingos Isidro, de 44 anos, vítima de feminicídio, com tiros pelas costas, sem qualquer chance de defesa, diante das próprias filhas gêmeas de 15 anos, incluindo uma adolescente com autismo grave. Lucélia não queria destruir a vida dele. Ela queria apenas seguir a própria vida. Depois de mais de 20 anos de relacionamento, estava buscando na Justiça o que entendia ser seu direito e o das filhas. A grande briga era essa: ela queria sair daquela situação com um mínimo de dignidade, e ele não aceitava. Pelo que foi relatado, houve venda de bens, transferência de patrimônio e tentativas de impedir que ela tivesse acesso ao que ajudou a construir ao longo de duas décadas. No fim, Roque preferiu matá-la a aceitar que ela fosse embora levando o que era dela por direito. E existem duas meninas no centro dessa tragédia. Lara, que presenciou o assassinato da própria mãe e teve a coragem de denunciar o pai. E Geovana, uma adolescente com autismo grave, totalmente dependente da mãe, que havia passado um mês internada pouco antes do crime. Uma coisa que também me chama atenção é como se repete que ela não denunciou ou não procurou ajuda. Mas Lucélia estava buscando seus direitos na Justiça. E eu me pergunto, quantas mulheres em situação de vulnerabilidade, mães de filhos com deficiência, realmente recebem orientação adequada? Quantas sabem exatamente quais caminhos percorrer? E quantas acabam sendo abandonadas por um Estado que muitas vezes só aparece depois da tragédia? Para mim, essa história não é sobre a entrega de um assassino. É sobre Lucélia Domingos Isidro. Sobre uma mulher que tentava garantir um futuro digno para as filhas, que lutava pelo que era seu por direito e que foi assassinada de forma brutal porque um homem não aceitou perder o controle sobre ela. É sobre uma mãe que morreu defendendo o futuro das filhas e que merece ser lembrada por sua luta, não apenas pela forma como sua vida foi tirada. FOGO NOS FEMINICIDAS 🔥

Beta Bastos

29,085 görüntüleme • 2 ay önce