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Ana Sayfaya Dön

O ex-vice-presidente da Pfizer, Michael Yeadon — que tem mais credenciais do que qualquer pessoa na Terra para saber disso — explica, em detalhes, como as injeções contra a Covid são, sem dúvida, armas biológicas destinadas a mutilar, massacrar e esterilizar a população humana. "Esses [componentes da injeção] juntos...

22,567 görüntüleme • 7 ay önce •via X (Twitter)

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Benzer Videolar

Christian Chávez fala sobre sua relação com Anahi, que infelizmente não está boa no momento. Christian diz que infelizmente ele e Anahi não estão mais unidos como eram, mas espera que isso seja solucionado o quanto antes. O respeito e o carinho sempre vai existir, mas é importante para ele defender seus pensamentos. O RBD não está planejando nada para esse momento, apenas pensando em lançar o DVD em São Paulo e talvez algumas surpresas. "É verdade que existe um processo por parte do RBD contra Guillermo Rosas, estamos demandando como empresa, como Souls. Maite, Christopher e eu temos as três primeiras posições: Christopher é o presidente, eu o vice presidente e Maite a tesoureira. É assim que segue a demanda, mas isso é como empresa. [JORNALISTA] - Por isso não tem Dulce e Anahi, mas são partes disso? "Sim, são partes como empresa" [JORNALISTA] - Sua relação com Anahi como está? "Não está bem, infelizmente, mas acontece, essas coisas acontecem nas familias, as vezes você se magoa com sua irmã e deixa de falar dois ou três meses, não tem a mesma forma de pensar e isso é algo que estou vendo desde que decidi por meus limites e disse que vou lutar pelo que quero, pelo que penso. É importante porque não somente faz por você mas também por toda essa ferida que teve em algum momento de deixar que as pessoas façam coisas... Eu já tentei ser a melhor versão para os outros, queria me dar bem com todo mundo, que todos me aceitassem e me amassem..."

rbdmaniaco

175,344 görüntüleme • 2 yıl önce

Deixa eu te falar uma coisa, cafecomferri, eu sou pai de um menino de 13 anos. Eu sou um cara de classe média. Não tenho uma casa no meu nome, não tenho carro, não sou herdeiro e nunca paguei uma conta de restaurante que chegasse a mil reais. Mas eu estou fazendo do meu modo e, na minha insignificância política aqui nas redes, faz bastante tempo. Eu apostaria a vida do meu filho, sim, no Flávio Bolsonaro. E sabe o porquê? Porque eu não tenho alternativa. Eu não sou como você, que poderia parar hoje, ir para a Suíça e viver bem de renda para o resto da vida. A situação do meu país, para mim, é de vida ou morte, literalmente. Eu vi, nesses nove anos, gente sendo presa por falar na internet, gente sendo torturada na cadeia, gente tendo a vida destruída, tudo por causa de pessoas que não aprenderam a apertar o botão do block. Você está pensando em quanto suas ações vão subir com o Tarcísio presidente, em quantos cursos você vai vender. Eu quero que meu guri tenha um Brasil melhor do que o que meus pais me entregaram. É por isso que eu sempre fui bolsonarista e de direita. Todo o sofrimento que eu e tantos outros passamos aqui, perseguições e violências, fizeram a gente sofrer, mas deram total clareza do que a gente quer. E, realmente, eu não sou nenhum especialista, sou apenas um cidadão comum. O Tarcísio é a fantasia que o sistema está vestindo para enganar a gente, para fazer o que fizeram com o petismo em 2022, para ter um presidente fantoche e continuar com os bancos master, os inquéritos infinitos, os juros lá em cima, para dar muito dinheiro a banqueiros e especuladores da Faria Lima. Esse não é o Brasil que eu quero. E eu tenho todo o direito de não querer, todo. Portanto, eu, e acho que falo por alguns bolsonaristas, só voto no Flávio Bolsonaro. Vocês jamais vão fazer a gente engolir o Tarcísio, não importa quantas matérias de jornais apareçam dizendo que ele é um grande articulador e que ministros e o sistema atendem aos pedidos dele. Eu participei de uma revolução com o Bolsonaro e é nela que eu ainda estou. Os dados são importantes, sim, mas a política e a vida não são feitas apenas de dados. Se dependesse dos dados, a Faria Lima defenderia que os miseráveis do Brasil desaparecessem, só para equilibrar as contas. E eu não sou dessa galera. Espero que você e o pessoal aí dos restaurantes chiques e dos clubes de golfe entendam que nós, ou a maioria de nós bolsonaristas, estamos 100% fechados com Eduardo, Flávio, Carlos e Jair Bolsonaro, e ninguém mais. Quanto antes entenderem que vocês não nos manipulam nem mandam na gente, melhor. E, em 2027, quando o Flávio estiver subindo a rampa junto com o Jair, eu vou ter absoluta certeza de que fiz o certo, porque, no fim, o importante é fazer o correto.

Mafinha

328,085 görüntüleme • 7 ay önce

Nos últimos 10 dias, em todas as entrevistas, deixei claro: Flávio é o candidato escolhido pelo Presidente Bolsonaro e terá o meu apoio. Disse isso de forma objetiva e afirmei que estarei na campanha, mesmo sem participar da coordenação ou planejamento do processo. Não há qualquer declaração minha dizendo que não participaria da campanha presidencial no primeiro turno. Essa é uma narrativa claramente falsa, a ponto de ser patética, construída a partir de cortes descontextualizados e de muita má-fé. Basta assistir ao vídeo completo para entender o que realmente foi dito. O ponto que levantei foi outro. Sou deputado federal por Minas Gerais e concorrerei à reeleição. Minas, portanto, deve ser a minha prioridade. E por que? Simples: a votação expressiva que o povo mineiro me confiou é um dos pilares que sustentam a minha força. Se hoje consigo me posicionar com firmeza, enfrentar o sistema e o STF, ou tomar a frente em batalhas como a CPMI do 8 de janeiro e na caminhada que moveu o Brasil, é porque represento a confiança de milhões de eleitores. É essa expressiva votação que me confere a legitimidade para dar continuidade ao meu trabalho. A força que tenho não vem de mim, mas da confiança de quem me elegeu; sem o apoio dessas pessoas, eu não sou ninguém. Portanto, focar em Minas é o que me garante as condições para continuar lutando pelo Brasil. Além disso, é de conhecimento de todos que, historicamente, a vitória em Minas Gerais é condição necessária para que um candidato se torne Presidente. Não é egoísmo ou projeto pessoal, é propósito. E esses perfis, que insistem em atacar e destruir, não só a minha reputação, mas a de qualquer pessoa que tenha uma vida dedicada às causas e valores defendidos pela direita e que não age da forma que eles querem ou esperam, precisam ser desautorizados publicamente. Do contrário, continuarão a criar conflitos desnecessários e a afastar quem pode somar forças para que tenhamos um parlamento mais forte e sucesso na campanha do Flávio.

Nikolas Ferreira

523,487 görüntüleme • 6 ay önce

O Navio de Teseu Sobre o paradoxo de Teseu e a dissolução do eu Dizem que no porto de Atenas havia um navio. Não um navio qualquer: era o navio de Teseu, aquele que havia navegado até Creta e derrotado o Minotauro. Os atenienses o preservaram por séculos, como relíquia e testemunho. Mas o mar, e o tempo, apodreceram a madeira. E cada prancha deteriorada foi substituída por outra. E depois outra. E outra ainda, até que não sobrou nenhuma tábua original. A pergunta, então, que o filósofo deixou flutuar no ar foi: aquele navio ainda era o navio de Teseu? Plutarco nos legou o paradoxo, mas a pergunta pertence a todos os séculos. Porque não se trata, em rigor, de carpintaria naval. Trata-se de nós. Do estranho esforço que fazemos, a cada manhã, de reconhecer no espelho um rosto que julgamos contínuo, quando, na verdade, é uma sequência de rostos, superpostos, em que cada versão apaga e reescreve a anterior. A biologia, que não se importa com nossa angústia, informa-nos que o corpo humano renova a maior parte de suas células ao longo dos anos. Que a pele que carrego hoje não é a mesma que aprendi a chamar de minha. Que as moléculas que compõem este pensamento que agora formulo já foram, antes, água de rio, terra, ar respirado por alguém que já morreu. E a neurociência diz que o cérebro é plástico, ou seja, que o pensamento é um constante rascunho. E no entanto, insistimos em dizer “eu”, como se houvesse uma entidade estável por trás dessa sílaba breve. Insistimos em lembrar, sabendo que a memória não é um arquivo, mas uma ficção que se reescreve a cada evocação. Insistimos em sermos os mesmos, mesmo quando o que somos desmente essa pretensão a cada decisão que tomamos, a cada amor que começa ou termina, a cada mudança que fazemos, seja física ou psicológica. Talvez o erro esteja na pergunta. Perguntar se somos os mesmos pressupõe que a identidade é uma coisa, um objeto, uma substância, uma tábua de navio que ou persiste ou apodrece. Mas e se a identidade for um verbo? E se o “eu” não for aquilo que permanece, mas aquilo que continua, que se move, que se narra, que tece fios entre o que foi e o que será, construindo a ilusão, ou talvez a realidade, de uma trajetória? Dizem que somos feitos de memória e de linguagem, e a linguagem, sabemos desde Ferdinand de Saussure, é arbitrária e convencional. Os nomes que damos às coisas não são as coisas. O nome que damos a nós mesmos não é o que somos: é apenas o título provisório de uma obra em curso. Somos também feitos de relações, de tudo aquilo que os outros viram em nós antes que nós mesmos enxergássemos. Somos os traumas que nos moldaram sem que os convidássemos. Somos as alegrias que nos abriram onde estávamos fechados. Somos as perguntas que ainda não respondemos, e talvez sejamos sobretudo isso, esse movimento de perguntar que não cessa. O labirinto que Teseu percorreu com o fio de Ariadne era exterior: corredores de pedra, o Minotauro no centro, a saída no horizonte. Já o labirinto que cada um de nós percorre é feito de outra matéria, de tempo e de significado, de esquecimento e de desejo. E não há fio que nos guie senão a narrativa que construímos sobre nós mesmos. Uma narrativa que muda. Que é, ela própria, um navio cujas tábuas são trocadas. E aqui reside, talvez, a libertação estranha que o paradoxo oferece: se não somos uma estrutura fixa, então as versões de nós que fracassaram, que erraram, que se perderam, não são sentenças definitivas. São capítulos. São tábuas que apodreceram e foram substituídas. A culpa que carregamos de uma versão antiga de nós mesmos, aquela pessoa que fomos antes de saber o que sabemos agora, é a culpa de um navio por uma tempestade que já passou. O navio de Teseu continua navegando. A identidade não é o que persiste imutável; é o que persiste em movimento. Somos o processo de sermos. E talvez isso seja suficiente, talvez seja até mais do que suficiente, para atravessar o mar. Somos, enfim, o navio de Teseu.

JAMES WEBB

14,710 görüntüleme • 3 ay önce

Mensagem compartilhada por Megan para os EYEKONS sobre saúde mental durante live recente no Weverse: “Eu não falo muito sobre isso, mas a saúde mental é algo com o qual eu tenho lutado pessoalmente por um tempo muito longo. Houve períodos na minha vida em que me senti completamente esgotada emocionalmente, onde conseguir passar pelo dia exigia tudo de mim. E ninguém ao meu redor sequer percebia o quanto eu estava sofrendo, porque eu me acostumei tanto a fingir que estava bem. Acho que uma das partes mais difíceis é sentir que você tem que esconder isso. Especialmente quando as pessoas esperam que você esteja sempre feliz, forte, produtiva, sorridente... você começa a se sentir culpada por estar lutando, de qualquer forma. Eu sei que existem tantas pessoas que podem estar assistindo e que provavelmente se sentem da mesma maneira. Houve momentos em que me senti realmente sozinha na minha própria cabeça, e me convenci de que ninguém entenderia esse sentimento. Mas quanto mais eu me abro ao longo do tempo, mais percebo quantas pessoas estão lutando silenciosamente as mesmas batalhas. É por isso que o mês de conscientização sobre a saúde mental significa tanto para mim. Porque as pessoas merecem se sentir seguras ao falar sobre o que estão passando, sem serem julgadas ou tratadas de forma diferente. Lutar com a saúde mental nunca deveria ser algo de que você se envergonhe. Se você estiver passando por um momento difícil agora, eu só quero que você ouça isso de alguém que realmente entende esse sentimento: você não é fraco, você não é um fardo e você não está sozinho. Mesmo que o seu cérebro tente te convencer do contrário. E obrigada a todos vocês também. Houve dias em que as mensagens de vocês, o apoio e apenas o fato de me sentir conectada a vocês me ajudaram mais do que vocês imaginam. Eu acho que nós ajudamos uns aos outros a superar as coisas, o que é tão bonito. Por favor, seja gentil consigo mesmo, procure seus amigos e não tenha medo de pedir ajuda quando as coisas parecerem pesadas demais para carregar sozinho.”

KATSEYE BRASIL ✶

128,032 görüntüleme • 3 ay önce

Tem muito tempo que eu quero falar sobre isso, e acredito que seja o momento certo, eu busquei informação por esses ultimos meses para tentar me expressar da melhor forma, então espero muito de coração que haja respeito e seriedade como nunca. Obrigado a quem realmente for ler, e tentar discutir sobre o assunto <3 obrigado de coração a todos. Bom dia, rapaziada. Hoje, decidi tirar um tempo para falar com vocês sobre alguns assuntos que considero muito importantes. Acredito que o nosso cenário atual ainda é bastante imaturo no que diz respeito a questões políticas. Enquanto algumas pessoas têm medo de abordar temas “sensíveis”, outras, que se atrevem a falar sobre eles, acabam sendo inferiorizadas ou tratadas com irrelevância. Isso ocorre, principalmente, por dois motivos. O primeiro é que a maior parte do público do cenário de e-sports é muito jovem. O segundo é que, para estar inserido nesse cenário, é preciso ter uma vida bastante privilegiada. Afinal, não é qualquer pessoa, na verdade, é uma minoria — que tem acesso a um computador para jogar League of Legends e, consequentemente, acompanhar o cenário de maneira mais intensa. Tendo isso em mente, podemos dizer que o público que acompanha o cenário de LoL pertence a um nicho que, em sua maioria, é elitizado. Por isso, busquei mais conhecimento, especialmente em teóricos das ciências sociais, para fundamentar melhor minhas ideias e compartilhar essa visão com a minha galera e com todos que se interessarem e se sentirem bem-vindos. O fato de eu ser uma pessoa preta influencia minha vida cotidiana em todos os aspectos. Isso não é algo exclusivo meu, mas uma ferida da sociedade que recai sobre mim porque, por acaso, nasci com a pele negra. Um grande teórico brasileiro, Milton Santos, escreve sobre a experiência de ser negro no Brasil no mundo moderno. Ele defende que a pessoa preta no Brasil vive em uma luta constante contra os 500 anos de violência que sofreu. E é evidente que 500 anos de escravidão e colonização não seriam apagados com algumas décadas de “libertação”, especialmente porque essa libertação nunca foi completa. Durante esses 500 anos de imposição do homem branco europeu sobre o homem preto e o indígena, os pensamentos que marcaram os âmbitos sociais e políticos eram aqueles pertencentes à classe dominante, nesse caso, os brancos europeus. Muitas leis e doutrinas, que deveriam orientar o povo, têm fundamentos racistas. Por exemplo, há menos de 100 anos, o artigo 138 da Constituição de 1934, durante a Era Vargas, previa que o Estado deveria estimular a educação eugênica. Isso significa, basicamente, que o Estado ensinava a superioridade dos brancos em relação aos negros. Pessoas vivas hoje foram educadas sob essa ideologia. Portanto, o fato de a escravidão ter, supostamente, acabado há muito tempo não significa que os traços deixados por ela não tenham impacto atualmente. Pelo contrário, qualquer pessoa preta no Brasil hoje sente na pele as consequências da escravidão e do pensamento racista e colonizador europeu. Milton Santos argumenta que existem “marcas visíveis” que ajudam a entender a origem dos problemas raciais. A primeira delas é a corporeidade, ou seja, a aparência, a pele, propriamente dita. As outras marcas são a individualidade e a cidadania. O problema central é que, para a pessoa preta, a cor de sua pele sempre chega antes de sua individualidade. Minha pele preta chega à mente das pessoas antes mesmo do Buero, e muito antes do Daniel enquanto cidadão. E isso é apenas uma das consequências do pensamento racista que ainda existe. Milton Santos também explica que, para o pensamento popular, o erro não está em ter preconceito de cor, mas em manifestá-lo. Em outras palavras, hoje em dia, muitas pessoas repudiam ofensas racistas, mas já foram educadas dentro de uma ideologia racista. Esse simples fato afeta diretamente minha autoestima e a de muitos outros homens pretos. A autoestima vai além da aparência: envolve também o intelecto e a cultura. Muitas vezes, sinto que sou incapaz ou que não posso alcançar algo por ser preto, e isso dói profundamente, especialmente quando somos jovens em desenvolvimento, como eu era quando comecei a fazer streams. Quando comecei a streamar, sofri muitos ataques racistas diretos, sendo insultado pela cor da minha pele. Com o tempo, estudei e passei a compreender algumas coisas. Um teórico chamado Franz Fanon explica que, na América Latina, o racismo se manifesta de forma “velada” por conta do passado colonial. Isso significa que as pessoas foram educadas a serem racistas, ainda que de maneira implícita, e, com o tempo, esse racismo se tornou estrutural e banalizado. Ou seja, atitudes racistas passaram a ser vistas como cotidianas e sem grandes consequências, já que foram “normalizadas”. A colonização racial não apenas explorava os corpos das pessoas, mas também calava, apagava e deslegitimava suas culturas, fazendo-as acreditar que elas não existiam ou que eram erradas. Esse processo gerou, em grande parte da população negra brasileira, um complexo de inferioridade. Recentemente, vimos o caso de Vinícius Jr., que foi injustiçado. O mais chocante, porém, é que houve quem dissesse que ele não merecia o reconhecimento porque era “muito combativo”. Combativo em relação a quê? Ao racismo. Falar sobre racismo e combatê-lo é visto quase como uma atitude violenta em uma sociedade moldada pelo racismo estrutural. Confundem submissão com humildade, dizendo que ele deveria ter sido humilde diante das ofensas racistas. Mas, sinceramente, ele deveria ser humilde com quem o insultava por sua cor? Na verdade, a sociedade espera que a pessoa preta se comporte de forma submissa, pois isso facilita a perpetuação do racismo velado. Querem que nossos corpos não lutem, nossas mentes não estudem e nossas vozes não se levantem. Essa submissão é constantemente aplaudida, porque crescemos em um mundo racista. Além disso, há uma constante comparação entre pessoas pretas para justificar regras com base em exceções. Um dos primeiros comentários que recebi dizia algo como: “O jogador X é negro, MAS não fica de mimimi como o Buero”. O simples fato de eu não aceitar ser ofendido pela cor da minha pele me torna, para alguns, um vitimista ou “mimizento”. Esses comentários não são pontuais; eles sempre existiram e continuam existindo até hoje. Assim como a comparação entre pessoas pretas existe, também me vi em situações de comparação com pessoas brancas diversas vezes. A realidade é que, para a pessoa preta, tudo o que é dito é amplificado e julgado como agressivo, enquanto, para a pessoa branca, mesmo declarações absurdas podem ser ignoradas ou minimizadas. Essa comparação desigual faz parte de um julgamento de imagem, uma imagem que não é definida por mim nem por quem observa, mas é mais uma consequência da cultura racista impregnada na sociedade. A representação das pessoas pretas frequentemente segue estigmas e estereótipos criados para diminuí-las e ridicularizá-las. A mulher preta, por exemplo, sofre com a constante sexualização de seu corpo, um reflexo histórico da época pós-escravidão, quando suas opções de sobrevivência eram limitadas à servidão ou à prostituição. Não era uma escolha, mas uma necessidade, algo que, infelizmente, ainda persiste em muitos casos. Já o homem preto é frequentemente visto como agressivo, selvagem, como uma peça fora do lugar, sempre diferenciado dos demais. Como Milton Santos nos mostra, tudo se resume à pele. Se tudo para na pele, a própria identidade da pessoa preta também é interrompida. A cor é usada como principal característica para diferenciar e identificar alguém. “Aquele neguinho ali”, “Quem era aquele neguinho?”, “Aquele neguinho até que era bom”. Eu não tenho nome, origem, idade ou identidade; para a sociedade, eu só tenho cor. Tudo o que me define, minhas ambições, desejos, gostos e desgostos é reduzido à cor da minha pele. Todos os fatores que fazem Daniel ser Daniel e Buero ser Buero são eclipsados pela cor de minha pele. A cor da pele também é usada como justificativa para o apagamento das pessoas pretas na sociedade. Vivemos em um país onde a maioria da população é preta, mas quantos autores pretos você viu na escola? Quantos filósofos, escritores e pensadores pretos foram estudados? Você sabia que, por lei, deveria haver o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas? Onde está esse ensino? Não é possível que, em um país majoritariamente preto, tenhamos menos de cinco autores pretos no cânone literário. E aqueles que fazem parte dele frequentemente têm sua imagem embranquecida. O próprio Machado de Assis, por exemplo, foi retratado de forma embranquecida ao longo da história, a ponto de o fato de ele ser preto nem sequer ser mencionado. Estudamos em uma educação que rejeita e esconde as pessoas pretas. Talvez você, que está se preparando para ser professor, possa mudar isso um dia, pelo bem da comunidade preta no Brasil. É evidente que, se a cor da pele afeta os aspectos sociais, ela também influencia a relação com a classe social. Como mencionei antes, vivemos em um país onde a maioria da população é preta, mas as estruturas de poder no capitalismo ainda são compostas por aqueles que sempre estiveram no controle: os descendentes dos senhores de escravos, os herdeiros de dinastias, e até grande parte da classe média, que se beneficia do privilégio branco. Ver uma pessoa preta em posições de destaque ou ascensão social incomoda essas estruturas de poder. É raro, mas, quando acontece, gera desconforto. A maioria das pessoas que vivem na periferia são pretas, consequência de todo o sistema histórico de exclusão que mencionei anteriormente. E o capitalismo faz questão de manter essa situação, perpetuando a pobreza entre as pessoas pretas, com pouquíssimas exceções de ascensão social. “Mas eu conheci uma pessoa preta que era pobre e conseguiu ascender socialmente.” Esse é um caso específico, uma exceção, e não a regra. No entanto, com base em casos isolados, muitos desenvolvem a narrativa da meritocracia, dizendo que tudo é possível se você acreditar e se esforçar ao máximo. Mas essa não é a realidade. A meritocracia é, na verdade, um mecanismo de controle social, que incentiva as pessoas a darem seu máximo para receberem o mínimo, enquanto a engrenagem do sistema segue funcionando como antes, de forma semelhante à escravidão. A cor da pele influencia diretamente a vida social. É mais difícil arrumar emprego, ter relacionamentos duradouros e, em geral, é mais difícil viver. Reconheço que sou uma exceção no meu meio. O ambiente do League of Legends é extremamente racista, e isso faz de mim um alvo constante. Qualquer coisa que digam sobre mim repercute de alguma forma, e, recentemente, essa repercussão tem sido, na maioria das vezes, negativa. No cenário competitivo, a questão das “narrativas” foi um tema relevante, e as narrativas criadas por outras pessoas me influenciaram diretamente. Muitas vezes, começam a falar de situações que nem aconteceram, mas que ouviram de "tal pessoa" e tomaram como verdade absoluta. Por ser preto, isso tem um impacto cem vezes maior, pois não me é dado espaço para me manifestar. A pessoa preta viveu sob o silêncio imposto pelo colonizador durante 500 anos, e a única opção que esperam que ela aceite é continuar calada, de cabeça baixa, simplesmente aceitando ou “entrando na brincadeira”. Quando essas pessoas falam sobre mim e isso gera alguma controvérsia, não há repercussões negativas para elas, apenas para mim. Esse julgamento é feito de maneira inconsciente porque, mais uma vez, tudo para na minha pele. Por isso, é muito fácil deturpar a imagem de uma pessoa preta, a minha imagem. Eu não tenho a oportunidade de me defender ou responder; e, quando respondo, a minha voz não aparece nos canais de cortes ou de fofoca, apenas o que falam sobre mim. Já estou sendo apagado antes mesmo de ter a chance de aparecer. Por que estou falando tudo isso? Nós já sabemos que a sociedade foi educada e induzida a agir de maneira naturalmente racista. De acordo com Antônio Sérgio Guimarães, em Racismo e Antirracismo no Brasil, a maneira mais eficaz de combater o racismo é agir ativamente, falar sobre ele, dar voz a outros pretos e entrar nessa luta que enfrentamos diariamente. Isso é um posicionamento político claro, que sei que contraria o padrão da maioria no cenário competitivo. Mas, se não começarmos, veremos cada vez mais pessoas pretas sendo rebaixadas e isso é muito perigoso. Compreender de onde veio e para onde vai a pessoa preta no mundo atual, e especificamente no meio dos e-sports, ajuda a promover maior inclusão e diversidade em nosso cenário. É isso que busco fazer: dar voz às pessoas e ser um agente ativo de transformação na nossa comunidade. Precisamos mostrar que, com educação, informação e comunicação direta, podemos avançar na emancipação da população negra dentro dos e-sports A pessoa preta convive com um elemento imaterial profundamente presente: o MEDO. O medo faz parte de sua vida desde sempre, pois é influenciada por dois outros elementos: o TEMPO e a MEMÓRIA. Quem nasce na periferia já começa com menos tempo de vida, pois precisa correr atrás do prejuízo para sobreviver. Além disso, carrega o medo constante de simplesmente ser preto em um país racista: medo da polícia, da sociedade, das consequências políticas, e até do ato de existir. Esse medo é agravado pela ausência de oportunidades de libertação. A memória da população preta é apagada, sua cultura e imagem são diminuídas e esquecidas. Apagar essa memória é uma forma de reclusão social, que impede a conscientização política e reduz a participação das pessoas pretas na sociedade. Isso se reflete no número insuficiente de políticos pretos nas câmaras, de estudantes pretos nas universidades e de profissionais pretos em cargos de destaque. Eu convivo diariamente com pessoas que me desejam o mal e atacam até quem está próximo de mim. Não falo de brincadeiras como o “ratinho com diamante”, que não me afeta tanto, mas de comentários racistas que incentivam, por exemplo, que eu me mate. Essas atitudes são manifestações de algo que chamamos de banalização do mal. A naturalização e estruturação do racismo no Brasil transformam o preconceito contra pessoas pretas em algo corriqueiro. Piadas racistas, estereótipos como “ladrão”, “fedido” ou “agressivo” são aceitos e replicados, criando um ambiente onde o mal é banalizado de forma tão extrema que o preto precisa crescer cercado de violência e, ao mesmo tempo, aceitar calado. Quero deixar claro que meu problema não é com a pessoa branca em si, especialmente em um país tão miscigenado como o Brasil. Minha luta é contra o racismo, mais especificamente, o racismo velado que permeia o cotidiano e perpetua as marcas da escravidão. A conscientização negra pode até ser um pequeno band-aid que tenta sarar a ferida de 500 anos que existe no Brasil, mas é muito importante aquilo que falamos nesse dia, e a influência que podemos causar nesse dia. Minha luta é direta e constante. Lembre-se: a culpa não é sua. É apenas o reflexo de um sistema que precisa ser derrubado.

buero

1,480,591 görüntüleme • 1 yıl önce

🚨 EMOCIONANTE: Dulce María abre o coração ao falar da Soy Rebelde Tour “Como não agradecer a vocês por tudo isso??!! É difícil encontrar as palavras, as fotos ou os vídeos adequados para este dia… mas este vídeo me comoveu profundamente, me fez lembrar de tantas coisas, entre elas que sempre foi por vocês e para vocês. Assim como se vê no vídeo, quando eu ia subindo (e quem me conhece sabe que cada show era um verdadeiro desafio para mim), eu estava sozinha: escuridão, incerteza, meus nervos, meus medos, minhas emoções, dúvidas, adrenalina, minha mente e eu… e de repente tudo se iluminava, as telas se abriam, a música começava e lá estavam VOCÊS. Sim, depois de 15 anos sem nos vermos, de tanta espera, eu os ouvia com tanto amor!! Eu começava a cantar e vocês comigo. Eu nem sabia se lembrariam daquela canção que, no seu momento, marcou a mim e a muitos dos meus guerreiros: NO PARES. Eu sentia que tudo valia a pena, vocês me enchiam de força e amor, e de alguma maneira minha alma sabia que não havia outro lugar em que eu devesse estar senão lá em cima, cantando com vocês e nos reencontrando por todo o amor, a gratidão e tudo o que vivemos. Porque crescemos juntos e somos feitos da nossa história. Hoje, do fundo do meu coração, agradeço a cada um de vocês, a cada coração rebelde que fez de tudo para estar lá, por lotar os estádios, por cantar as músicas, por reviver momentos, por me receber e me dar tanto, tanto amor, por não esquecer e por nunca deixar de acreditar. Sei que muitos lugares ficaram de fora, que não foi como esperávamos nem como queríamos que essa história terminasse… mas é preciso agradecer pelo que vivemos! Porque aconteceu! Porque nos reencontramos. Só Deus sabe quem eu sou, o que vivi, o que há em minha mente e em meu coração e tudo o que esse projeto tem impactado em minha vida desde há 20 anos. Apesar de tudo, sei que tudo valeu a pena por vocês! Eu sentia isso ao vê-los há 20 anos e voltei a sentir agora. Só posso agradecer por me darem essa experiência de vida tão intensa, que eu pensei que só se viveria uma vez, e vocês a tornaram possível pela segunda! Conseguimos, apesar de tudo! Obrigada para sempre a toda a geração Rebelde!”

RBD Fotos e Notícias

18,200 görüntüleme • 1 yıl önce

Na saga da paradinha ele ficou inspirado demais mesmo... rsrs Texto do meu marido 👇 "No video que postei muito irá se falar quando eu afirmo que relações em que ambos são novidades um para o outro tudo acontece de forma mais fluída e é verdade. Quando conhecemos alguém é normal querer agradar o outro, porque o ser humano é assim. Quando você está há anos com alguém, já temos certeza da conquista do outro e o amor é sólido. Nós podemos e nos sentimos à vontade para dizer não porque sabemos que isso não vai impactar no que o outro pensa de nós. Eu sei que, como eu compartilho coisas que são fora da “normalidade”, terão comentários que não têm nada a ver com o assunto porque muitas pessoas analisam tudo através das próprias crenças e não através da realidade das relações humanas. E justamente aí mora a grande confusão. Muita gente interpreta essa diferença como falta de amor, quando na verdade, muitas vezes, é exatamente o contrário. A intimidade construída ao longo dos anos cria um espaço seguro onde ninguém precisa representar um personagem para ser aceito. Você pode discordar, não estar no clima, mudar de ideia e ainda assim saber que continua amado, desejado e respeitado. No começo de qualquer relação existe uma vontade natural de impressionar, agradar e mostrar a melhor versão de si mesmo. Com o tempo, as máscaras caem, a rotina aparece e o que sobra é a verdade de quem aquelas pessoas realmente são. É nessa fase que o relacionamento deixa de ser uma conquista e passa a ser uma escolha diária. Por isso, quando eu digo que uma novidade costuma fluir de forma mais leve, não estou dizendo que ela é melhor, mais intensa ou mais importante. Estou apenas falando sobre uma característica natural do comportamento humano. Comparar o entusiasmo da novidade com a profundidade de uma história construída ao longo de anos é comparar coisas completamente diferentes. Quem vive uma relação longa sabe que o verdadeiro conforto não está em ouvir “sim” para tudo. Está em ter liberdade para ouvir um “não” sem que isso coloque em dúvida o amor, o respeito ou a parceria que existem entre duas pessoas. Talvez o maior sinal de amor não seja fazer tudo para agradar alguém. Talvez seja ter segurança suficiente para ser você mesmo, dizer o que pensa, impor limites quando necessário e ainda assim saber que o outro continuará ao seu lado. Porque ser amado pela sua melhor versão é fácil. Especial mesmo é ser amado pela sua versão real. " Vocês concordam com ele?

BrazilianHotwife

103,561 görüntüleme • 2 ay önce