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O sistema sentiu, e a guerra agora é dentro do Supremo. Vorcaro ameaça “explodir todo o sistema”; Moraes e Mendonça entram em confronto aberto; Gonet tenta derrubar o relatório da PF e Fachin intervém. No centro dessa explosão estão mensagens, encontros, relações de poder e perguntas que Brasília parece...

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A retirada de Alexandre de Moraes da condução do Inquérito 4.781 não significa o fim do inquérito, muito menos uma ruptura de Edson Fachin com o modelo criado dentro do próprio Supremo. Ao contrário; torna ainda mais necessário olhar para quem agora assume o controle da crise. O inquérito foi instaurado por Dias Toffoli em 2019, sem distribuição ordinária, e Moraes foi designado relator. Mas foi Fachin, como relator da ADPF 572, quem defendeu juridicamente sua constitucionalidade. Em 2020, seu entendimento prevaleceu por 10 a 1. Ou seja: quem hoje retira Moraes da condução ajudou a legitimar a engrenagem que permitiu sua expansão durante sete anos. Em plena crise, Lula mobilizou aliados para conter o desgaste e tentar isolar André Mendonça. Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula, e ministro do Supremo derrubou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Horas depois, Fachin interveio - acreditar que todos esses movimentos aconteceram de forma absolutamente independente, em poucas horas, dentro da mesma crise e produzindo efeitos convergentes, exige mais do que ingenuidade. Juridicamente, Fachin não anulou os atos de Moraes, não declarou ilegal o inquérito e não extinguiu as ações penais dele derivadas. Fez o contrário: preservou o passado e trouxe para a Presidência do STF o controle das investigações ainda abertas. A troca vale daqui para frente. Portanto, cuidado com a narrativa de que “o sistema caiu”. Não caiu, apenas mudou o timão de mãos. Nada garante que Moraes será investigado, responsabilizado ou afastado. E esse é o ponto mais grave; o Supremo chegou à situação em que deveria investigar e eventualmente julgar os próprios ministros. Quem garante que haverá julgamento de verdade? Quem garante independência para julgar os próprios pares? Sem controle externo efetivo, transparência e responsabilização, a solução pode virar apenas uma troca de cadeiras para preservar o mesmo status quo.

Karina Michelin

51,509 просмотров • 14 дней назад

Blog da Andréia Sadi - O presidente Edson Fachin tenta retomar o controle de um Supremo Tribunal Federal (STF) que, nas últimas semanas, viu a crise entre os seus integrantes escalar e as divergências internas se transformarem em confronto aberto. O ponto mais importante da decisão é o inquérito das fake news. Fachin sinaliza que chegou a hora de retirar de cena um instrumento que se tornou alvo de fortes críticas e do qual Alexandre de Moraes, até aqui, aparentava não abrir mão. É uma medida dura e uma derrota para Moraes. Mas Fachin também manda um recado para os outros lados da disputa. Ao suspender, no mesmo ato, as decisões de Flávio Dino e André Mendonça, coloca os dois no mesmo patamar e sinaliza: os dois estão errados ao tomar decisões individuais que, na avaliação da presidência da Corte, aumentam o tumulto dentro do tribunal. É uma tentativa de recentralizar o poder no plenário e recuperar o controle institucional da crise. Agora, atenção para o que acontece no dia 15. Na avaliação de integrantes da corte ouvidos pelo blog, a decisão de Fachin pode criar a expectativa de que o Supremo vai julgar Alexandre de Moraes ou o conteúdo das acusações que atingem o ministro. Não é isso, pelo menos por enquanto. O que está colocado para julgamento é o pedido da PGR para anular e arquivar o relatório levado ao caso por André Mendonça. Ou seja: antes de discutir o mérito, se o conteúdo deve ser investigado e quais consequências pode ter para o caso. Nos bastidores da Corte, há quem acredite, ainda, que algum dos ministros possa pedir vista e acabe por suspender tudo -- adiando o desfecho desta etapa. Saiba mais no #g1. #stf #andrémendonça #edsonfachin #andreirodrigues #alexandredemoraes #notícias #g1política

g1

27,722 просмотров • 14 дней назад

Crise entre STF e PF - A decisão do ministro André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal é mais um capítulo da crise instalada no coração do Supremo por causa do caso Master. O afastamento provoca novas reações em Brasília e, se confirmado, acirra os ânimos. Como o blog revelou mais cedo, a Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão. O grupo de Mendonça argumenta nos bastidores que Andrei estaria ajudando Alexandre de Moraes. Andrei nega. Aliados do diretor-geral, com quem o blog tem conversado, rebatem a acusação lembrando que foi justamente a PF, sob o comando dele, que prendeu Daniel Vorcaro. Esse é o principal argumento da defesa de Andrei. Mas a crise já deixou de ser há muito tempo só sobre Vorcaro ou sobre o caso Master. Hoje, é uma crise do próprio Supremo. Dentro do Supremo, há duas visões diferentes sobre a saída para essa crise, segundo apuração do blog. Um grupo defende uma solução “da porta para fora”: o afastamento de Moraes e, no limite, depois de uma eventual investigação, a saída dele da Corte. Essa investigação ainda não existe. Já o grupo de Moraes rechaça esse cenário e defende uma solução “da porta para dentro”, com o encerramento do inquérito das fake news e a anulação do relatório. O Supremo terá de responder a duas questões: o material vai ser anulado? E, se não for, haverá investigação? De quem? A resposta está nas mãos de Edson Fachin e do plenário. Segundo apuração do blog, a expectativa é que a sessão aconteça só na semana que vem. Veja mais no #g1. #notícias #andrémendonça #andreirodrigues #políciafederal

g1

82,274 просмотров • 16 дней назад

Edson Fachin rompeu o silêncio nesta quarta-feira, 2 de setembro. Reconheceu que o STF vive momento de “especial gravidade” e prometeu medidas. “A elevada autoridade do cargo não confere privilégios”, afirmou. Agora o STF se revelará ao Brasil: ou abre investigação transparente e prova que a toga não é escudo, ou a fala será cortina retórica para salvar um dos seus. O estopim é um relatório de 218 páginas da PF: mensagens de Vorcaro ao contato “Alexandre de Moraes BRASILIA”, perguntas sobre fuga e operação às vésperas da prisão, pedidos para acionar Gonet e Andrei e o contrato de R$ 131 milhões com o escritório da mulher de Moraes. Os indícios são graves demais para serem apagados pelo rito. Gonet, citado como autoridade a ser acionada, não pediu uma apuração independente; pediu a nulidade do relatório e a extinção da PET 16.662, distribuída a Mendonça por prevenção. Está claro: o citado quer apagar o relatório que o citou. O caso irá ao plenário, e Fachin será testado - a manobra que se desenha é usar o rito para anular o trabalho e afastar Mendonça quando a apuração chega ao topo; depois, retomar o controle do caso. Enquanto isso, André Mendonça passou a usar colete à prova de balas, teve a segurança reforçada após o STF detectar risco à sua integridade e sua igreja pediu orações por sua vida. Retirá-lo agora seria um atentado contra a investigação e a vitória da blindagem institucional. O Supremo hoje tem dez ministros, Moraes não vota, Toffoli, embora não impedido, anunciou afastamento dos julgamentos do Master - restam oito. Com Moraes sem votar e Toffoli provavelmente ausente, restam oito votos. Gilmar Mendes, Zanin e Dino seriam contra a investigação; Mendonça, Fachin, Fux e provavelmente Nunes Marques, a favor. Cármen Lúcia decidirá: se apoiar a apuração, o placar será 5 a 3; se votar contra, haverá empate em 4 a 4, que pode enterrar o caso. Se Toffoli participar, tende a apoiar Mendonça. Se Fachin permitir que a nulidade afaste Mendonça e devolva o caso ao controle do sistema, sua frase não valerá nada. Se tudo terminar em pizza, a confiança nas instituições não será apenas abalada - será sepultada. Depois disso, salve-se quem puder.

Karina Michelin

14,110 просмотров • 22 дней назад

O MAL RESISTE E STF FRUSTRA O CIDADÃO. MAS,NÃO ACABOU E JUSTIÇA TRIUNFARÁ! #acordabrasil🇧🇷 Fachin ou Fraquin? Eis questão! Mas quase todos ali estão e continuarão “NUS”naquela Casa infelizmente desmoralizada. Olha , pense num teatro dos horrores! Pois é…o presidente do STF ter permitido o Alexandre de Moraes votar num processo que dizia respeito a ele foi o cúmulo do escárnio. Fachin , agora, depois desse papelão , tem o dever de , pelo menos, cancelar-de ofício- o julgamento do Mendonça na próxima semana caso contrário é a completa inversão de valores! Agora uma coisa é certa: a Verdade está muito na cara e quem teve estômago para assistir a sessão de hoje entendeu o jogo bruto e apodrecido que domina boa parte da nossa Corte Suprema! Não é a toa que estamos nesse caos institucional e a credibilidade do STF está “no chão”! Alguns ministros do Supremo da bancada do Lula , cujo “líder de governo” é Flavio Dino, fizeram uma lambança sem precedentes pela impunidade do colega Moraes e outros que terão que prestar contas com a sociedade muito em breve. Hoje foi uma sessão medonha que expôs toda a podridão dos intocáveis! Aliás, eles parecem desesperados “justamente” aqueles que mais desrespeitam a nossa Constituição. A boa notícia é que o brasileiro já entendeu que esse lamaçal não pode continuar! E inaceitável o que alguns ministros fazem com a nossa cambaleante justiça por interesses próprios ou de auto blindagem no mínimo, por um corporativismo doentio! O Supremo não poderá deixar de abrir investigação sobre Moraes. A pressão enorme de toda a população só vai aumentar , sobretudo , em cima da Casa Revisora da República , o inerte Senado, para que se levante e abra o pedido de impeachment! Mas não esqueça: para vencer o sistema e acabar com o esquema é ZEMA 3️⃣0️⃣✅ Que a Verdade, a Justiça e o bom senso prevaleçam em nossa Nação. Jesus no comando. Sempre! Paz & Bem

Eduardo Girão

18,471 просмотров • 8 дней назад