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O Super Bowl é um produto do império, e império não tem identidade, tem mercado. Bad Bunny cantar em espanhol ali foi sintoma de que os EUA já não conseguem mais sustentar a ficção de centro cultural do mundo. Quando o império perde força simbólica, ele começa a importar...

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O FIM DA ERA DOS IMPÉRIOS. 🤴🏻⚰️ Análise geopolítica. Ontem a Rússia deu um conselho para os europeus. "Escutem o que o professor Jeffrey Sachs diz" Sachs é professor de ciências políticas na universidade de Chicago, é talvez um dos mais renomados do mundo, totalmente pé no chão, suas falas são ouvidas com atenção em todos os lugares, menos na Europa e nos EUA porque essas regiões acreditam que dominam a narrativa e ninguém percebeu o que eles estão fazendo. Eu sempre faço análises colocando os EUA como um império porque de fato são, herdaram a hegemonia dos britânicos e com a destruição da Europa na primeira e segunda guerras eles literalmente dominaram o continente que hoje vive na orbita dos interesses desse império. Mas essa Aliança Ocidental que os EUA lideram chegou ao fim, por isso estamos vendo os países europeus recusarem a entrada na guerra contra o Irã. A questão aqui é importante porque se a gente não colocar os EUA na sua caixinha imperial, nos vamos continuar achando que os problemas do Brasil são causados pelo Brasil, que não existe interferência externa, que não existe um império dominante ditando as regras e impedindo o desenvolvimento brasileiro assim como impede vários outros países. Impérios funcionam concentrando poder, não compartilham e nações que se desenvolvem ganham soberania, costumam conflitar com os interesses desse império hegemônico. O Brasil, a Rússia e a China hoje são os países que mais conflitam com esse império porque ele chegou no seu limite e esses países já estão em condições de questioná-lo. A queda da Aliança Ocidental que está acontecendo nesse momento, a queda da hegemonia dos EUA no mundo, tudo isso tem ligação com a arrogância de um povo que se colocou como dono do mundo, roubou nações, destruiu a capacidade de desenvolvimento de povos em miséria para evitar que eles cobrassem mais pelo custo de extração de riquezas. E principalmente, destruiu o ciclo do carbono e levou o planeta para uma espiral de aquecimento irreversível. Estamos assistindo no século 21 a queda não só do império ianque como também do sistema imperialista que perdura há milênios com a queda e ascenção de novos poderes hegemonicos sempre tratando povos como fonte de riqueza e não como parceiros de uma civilização humana integrada que partilha o mesmo planeta. O Mundo Multipolar ergue agora, e novamente reafirmo. Não está emergindo porque a China está impondo ele, nem os BRICS, nem o Sul Global, está emergindo porque é a única solução para enfrentar a questão climática que é o legado do último império da Terra. O Mundo Multipolar é a solução para que nações a muito paradas no tempo por causa do interesse dos EUA consigam se desenvolver e principalmente, se adaptar a nova realidade climática. A questão climática não pode ser revertida, não dá pra corrigir o que foi feito em 300 anos de destruição pelos impérios europeus e acelerado pelo império ianque, mas com o fim da concentração de riqueza indo para a Aliança Ocidental, sobra capacidade para que os países possam achar meios adaptativos para enfrentar a tormenta que já chegou, já está entre nós. Infelizmente a era dos impérios acaba mas deixa para o Mundo Multipolar uma terra arrasada. E se depender dos EUA não terá nem terra arrasada porque pra eles é tudo deles ou de mais ninguém. Há sim grandes chances de um conflito maior se não conseguirem conter a burrice da administração Trump, principalmente com relação a Israel. E se os povos querem sobreviver às mudanças climáticas, precisam que os EUA percam toda sua hegemonia, o tempo urge.

Bruno Brezenski

28,194 Aufrufe • vor 6 Monaten

Allan dos Santos fala ao mundo em entrevista a Steve Bannon Essa entrevista não é sobre um nome, é sobre o que está sendo feito com o Brasil diante do mundo. Quando Allan dos Santos fala para uma audiência internacional, o que aparece não é um debate jurídico, é a exposição de um método. Jair Bolsonaro não é tratado como réu, é tratado como obstáculo. Não se busca justiça, busca-se eliminação simbólica, política e física. Isso não é Estado de Direito, é engenharia de poder. O Brasil deixa de ser um assunto interno e passa a ser peça estratégica. Amazônia, recursos, território, influência regional. Quem controla o Brasil influencia a América Latina inteira. É por isso que o reposicionamento do país importa, por isso o afastamento dos Estados Unidos e a aproximação com a China não são acidente, são escolha. E toda escolha exige remover quem atrapalha o projeto. Quando o Judiciário deixa de ser limite e passa a ser instrumento, a toga vira arma. Quando organizações criminosas deixam de ser tratadas como ameaça real, o Estado já está contaminado. Quando empresas condenadas por corrupção são reabilitadas por decisões convenientes, o sistema deixa de disfarçar. O que está em jogo não é uma eleição. É soberania. É alinhamento civilizacional. É decidir se o Brasil será uma nação autônoma ou um território funcional a interesses ideológicos, econômicos e criminosos. E quando essa denúncia começa a ecoar fora do país, é sinal claro de que o problema já ultrapassou nossas fronteiras. Não é teoria. É alerta. Créditos: Allan Dos Santos , Revista Timeline

・ Ice ・  Ⅹ ・

17,154 Aufrufe • vor 8 Monaten

Não é só o caso Master. O caso Master é só o vazamento visível de um sistema que já apodreceu por inteiro. O volume de corrupção hoje não rivaliza com a Lava Jato por nostalgia. Rivaliza por escala, por capilaridade, por insolência. Está em tudo. Em todas as estatais. Em todo orçamento. Onde tem repasse federal, tem desvio. Onde tem banco estatal ou semi estatal, tem compadrio. Onde tem nomeação política, a conta fecha depois. E não há mais freio. Mataram os freios. Mataram a Lava Jato. Mataram qualquer mecanismo institucional de contenção. A corrupção deixou de ser desvio. Virou método. Virou currículo. Virou carreira dentro do Estado. Não é esquerda, direita ou centro. É simples. Se você aceita o jogo, você entra. Se entra, cresce. Se cresce, participa do saque. Os bancos são o coração desse esquema. É por eles que o dinheiro volta. É por eles que o risco é maquiado. É por eles que ativos inflados viram “mercado”. É por eles que empréstimos ruins ganham selo de viabilidade. É por eles que juros subsidiados viram moeda política. Quem fiscaliza a qualidade dos ativos? Quem fiscaliza as garantias? Quem mede o risco real? Quem responde quando a bomba estoura? No caso Master, não foi um erro. Foi exagero. Exageraram no roubo. Inflaram demais. Replicaram demais. Repassaram demais. Agora o buraco aparece. Bancos que compraram o lixo podem cair. O governo perde arrecadação. O sistema financeiro sente o tranco. A crítica não é moral. É estrutural. Não é “não roube”. É “vocês roubaram tanto que ameaçaram o sistema inteiro”. E isso tem preço. Econômico. Político. Eleitoral. Quando o Estado vira um consórcio de compadres e os bancos viram lavadoras institucionais, não adianta trocar um nome aqui, um cargo ali. O problema não é pontual. É de arquitetura. É gestão de crise gerada por corrupção. O Master não é o escândalo. O Master é o sintoma. E o sistema inteiro está doente.

・ Ice ・  Ⅹ ・

16,424 Aufrufe • vor 7 Monaten

Eu tento formular um jeito de explicar didaticamente como o agro está comendo a riqueza do Brasil e mandando para a Europa e EUA, é difícil mas uma hora consigo. Se todos souberem que esse setor não é o que se vende, tudo mudaria. 28 milhões de brasileiros trabalham no setor do agro, ele compra maquinário majoritariamente dos EUA, mas poderia usar parte do investimento voluptuoso do governo brasileiro e investir na fabricação própria de maquinários e inclusive vender depois. Mas se fizer isso ele terá que criar uma indústria, ela irá competir com os EUA, os EUA também financiam o agro brasileiro, os insumos são importados por multinacionais que não são brasileiras. O agro paga patente, compra maquinário do exterior que entra sem pagar imposto, afinal de contas é "investimento" só que eles compram com dinheiro público. No final o lucro pra ficar baixo eles precisam precarizar a mão de obra. Salários baixos e muitas vezes análogos à escravidão. Se fizer reforma agrária isso acaba, mas como o agro detém os funcionários ele ficaria sem funcionários, concorrência direta. Então ele impede por isso. E impede a fabricação de maquinário no Brasil porque também levaria seus funcionários/escravizados. É o mais do mesmo, o Brasil colônia vem do agro, o império caiu, a democracia emergiu, mas o agro continua manipulando o mesmo sistema, mantendo o Brasil num eterno ciclo de subdesenvolvimento porque a riqueza não está sendo investida no Brasil, está abastecendo o lucro de empresas dos EUA e da Europa. E ainda tem a questão dos preços das commodities que são definidos pelas bolsas dos EUA, e eles manipulam de vários meios para manter sempre baixo. O comprador define o preço, o comprador te vende o maquinário, o comprador fica com tudo praticamente de graça e o que sobra não dá nem pra pagar um salário digno, e no final quem tá pagando esse salário indigno e mantendo a margem de lucro do agro, é o povo brasileiro que paga imposto e o governo mantém o fluxo desse imposto para o agro. Deveria estar indo para faculdades, hospitais, ferrovias, portos, INDUSTRIA, mas não sobra, ou os lordes do agro não terão como viajar para a Flórida e torrar o resto do dinheiro novamente no solo de outra nação. Mano, é impressionante, tipo 50% do que nós produzimos de riqueza não fica aqui para ser investido, vai para bancar os avanços tecnológicos e de maquinários dos EUA e Europa. Você não pode olhar o valor do PIB como de fosse dinheiro no caixa, ele é um fluxo continuo e um desvio enorme é feito para os EUA e Europa ao longo do ano. No final aparece 12 trilhões de reais de PIB mas desses só 6 trilhões circularam aqui, o restantes fica circulando lá fora, sendo investido lá fora. É como se o Brasil fosse uma estrela sendo sugada por um buraco negro. Por isso é chamado de sistema imperialista colonial, o nomenclatura não se usa muito, mas o modus operandi é o mesmo da época colonial quando enviamos tudo para Portugal e ficávamos com o mínimo para bancar a comida dos escravizados e o luxo da pequena elite.

Bruno Brezenski

94,249 Aufrufe • vor 6 Monaten

🚩 O Alvo não é a Camisa, é o que ela Representa! Eles não estão preocupados com "design moderno" ou "estética global". O buraco é muito mais embaixo. A jogada é clara: querem desidratar o patriotismo para isolar o que ele passou a representar. A estratégia é cirúrgica. Como não conseguiram proibir o povo de usar o verde e amarelo nas ruas, agora tentam esvaziar o símbolo. Querem trocar a nossa identidade por um produto genérico: •De "Brasil" para "Brasa": Para parecer um apelido de marca de energético, sem peso, sem história. •De Escudo para Logotipo: Colocando Michael Jordan na blusa? Sério? O que o basquete americano tem a ver com o suor de quem carregou as 5 estrelas no peito? O objetivo é óbvio: Eles querem desvincular a imagem da camisa de qualquer rastro do governo Bolsonaro. Estão tão obcecados em "limpar" a imagem do ex-presidente que estão dispostos a jogar a soberania e a tradição brasileira no lixo. Para eles, se o povo sente orgulho da bandeira e da camisa, isso é um "risco". Então, a solução deles é a higienização ideológica: transforma a Seleção em uma "franquia" de entretenimento, tira o verde e amarelo raiz, coloca uma estética de grife internacional e pronto... Temos uma nação sem rosto, sem cor e sem alma. Não se enganem: o que estão tentando fazer é cancelar o Brasil real para criar um "Brasil de laboratório" que caiba na agenda deles. Estão trocando o suor do povo pelo marketing progressista. Podem mudar o pano, podem mudar o nome, mas o sentimento de quem é patriota de verdade eles não conseguem "rebrandar".

Karly🇧🇷

25,183 Aufrufe • vor 5 Monaten

Essa frase não é inocente. É baixa. E é baixa porque se esconde atrás de um tom supostamente analítico para fazer um rebaixamento simbólico calculado. "O Lula mesmo, há oito anos, estava preso [...] hoje é presidente da república. Então, ASSIM COMO, também Bolsonaro, agora está preso e quem sabe: pode também virar o presidente da república, né?! Pelo visto brasileiro gosta de um ex-presidiário". Quando se diz que Lula esteve preso e hoje é presidente e em seguida se acrescenta “assim como Bolsonaro”, o que se faz não é uma constatação histórica neutra. É um enquadramento. Não se comparam crimes, dizem. Mas se igualam trajetórias. Não se misturam contextos, dizem. Mas se coloca tudo no mesmo pacote narrativo. O efeito é imediato e proposital. Bolsonaro deixa de ser vítima de perseguição e passa a ser tratado como mais um personagem do folclore nacional do ex presidiário reciclável. Isso não é leitura fria do cenário. É normalização da injustiça. Bolsonaro não está preso porque o sistema falhou. Está preso porque enfrentou o sistema. Lula voltou apesar do sistema. Bolsonaro está sendo esmagado por ele. Tratar essas duas realidades como equivalentes é desonestidade intelectual travestida de pragmatismo político. E quando se arremata com a frase de que o brasileiro gosta de ex presidiário, o desprezo fica completo. O problema deixa de ser o Judiciário, a perseguição seletiva, o jogo de poder e passa a ser o povo. Como se tudo fosse fruto de uma tara cultural, não de engenharia política, narrativa judicial e manipulação contínua. É a terceirização da culpa em sua forma mais confortável. Essa fala não fortalece Bolsonaro. Ela o dilui. Não denuncia o sistema. Ensina a conviver com ele. Não aponta a injustiça. A transforma em precedente. É o tipo de discurso que não se queima com ninguém. Agradável ao establishment, palatável ao centro, seguro para quem quer parecer maduro, institucional e viável. Enquanto isso, o símbolo é amortecido. O perseguido é normalizado. A exceção vira estatística. Isso não é defesa. É acomodação. Não é coragem. É conveniência. Colocar Bolsonaro nessa moldura não é protegê-lo. É torná-lo administrável. É dizer, em outras palavras, que tudo está dentro do jogo, que basta esperar o tempo passar, que a injustiça pode ser digerida como estratégia. E quando a injustiça vira estratégia, quem ganha não é o perseguido. Ganha quem espera a vez sem precisar enfrentar nada.

・ Ice ・  Ⅹ ・

35,940 Aufrufe • vor 9 Monaten