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Pouca gente entendeu a Twitch ainda. Ela não é uma plataforma de consumo, é uma plataforma de formação. O público da Twitch é muito jovem, crianças, adolescentes e jovens adultos, forte com o publico 13 a 29 anos. E não no sentido massa genérica, mas com um filtro claro,...

17,470 views • 5 months ago •via X (Twitter)

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Nada começa com violência explícita. Começa com regras. Com termos de uso. Com uma pontuação invisível que ninguém vê, mas todos sentem. Na China, uma geração inteira está descobrindo que o futuro pode ser cancelado por um clique. Jovens que estudaram, trabalharam, obedeceram. Até o dia em que o sistema decidiu que não bastava mais. Entrar na lista negra do crédito social não é cair em desgraça pública. É algo pior. É desaparecer sem barulho. A carteira digital trava. O aluguel não é pago. A comida não é comprada. O transporte não funciona. O salário não chega porque o emprego não vem. E o emprego não vem porque o sistema já decidiu que você não é confiável. Não há tribunal. Não há defesa. Não há explicação clara. Há apenas a rua. Dormir ao relento, cercado por arranha-céus inteligentes, câmeras de alta precisão e slogans de prosperidade coletiva. A tecnologia avança. O humano retrocede. Chamam isso de confiança. Mas confiança não se impõe. Chamam isso de ordem. Mas ordem sem escolha é submissão. Chamam isso de progresso. Mas progresso que elimina pessoas não é progresso, é descarte. O mais cruel não é perder dinheiro. É perder o direito de tentar novamente. Quando um algoritmo decide quem pode comer, trabalhar e morar, o Estado já não governa cidadãos. Administra corpos. E cada jovem dormindo na calçada não é um erro estatístico. É uma mensagem. O sistema está avisando que, ali, viver deixou de ser um direito.

・ Ice ・  Ⅹ ・

19,288 views • 7 months ago

Ao meu futuro presidente Flávio Bolsonaro fica aqui o meu alerta (como fiz muitas vezes com teu pai). Não existe hoje no Brasil um “marqueteiro de renome nacional”, desses que comandaram campanhas majoritárias gigantes, que entenda de verdade o bolsonarismo por dentro. Não existe. O que existe são profissionais que sabem fazer campanha tradicional, alinhados ao centro, acostumados com uma lógica de TV, com acordos amplos e com linguagem pasteurizada. Isso não é, nunca foi, a essência do bolsonarismo. Se você entregar a sua campanha inteira para um único marqueteiro, ainda mais alguém alinhado ao centro, você vai enfrentar um problema sério com a militância. A base bolsonarista não aceita linguagem artificial, não aceita neutralização ideológica e muito menos alguém que trate o movimento como algo a ser “domado”. E quando a militância percebe isso, ela reage. E reage forte. O erro das campanhas anteriores do teu pai não foi “amadorismo” no sentido raso da palavra. O erro foi concentração excessiva de poder de decisão, visão única de leitura estratégica e centralização absoluta de comando. Campanha presidencial não comporta uma única cabeça decidindo tom, narrativa, alianças, expansão e base ao mesmo tempo. Isso é estruturalmente arriscado. Um bom marqueteiro sabe separar emoção de estratégia. Sabe trabalhar com método. Mas uma campanha desse tamanho não pode depender exclusivamente da leitura de uma única pessoa, por mais competente que ela seja. Não é uma questão de desqualificar o profissional. É uma questão de arquitetura de decisão. Quando tudo passa por um único filtro, o risco de desalinhamento cresce. E o custo de um erro é gigantesco. O caminho mais inteligente para você não é um “marqueteiro milionário” que centraliza tudo. É montar um núcleo pequeno, de confiança, com profissionais "menores" e consultores especializados por área e perfil. Gente mais à direita, que compreenda a alma da militância. Gente mais ao centro, que compreenda a expansão. Gente que entenda formatos diferentes. Gente que leia público de Instagram de um jeito, de X de outro, de TV de outro, de rádio de outro. Cada rede é um público. Cada formato é uma mentalidade. Cada linguagem exige uma calibragem diferente. Não é sobre ter um marqueteiro de TV, um de digital e achar que isso resolve. É sobre ter especialistas em leitura de público e linguagem atuando em conjunto, com contraponto interno, com ajuste fino e com coordenação estratégica. Microgrupos de decisão evitam cegueira estratégica. Evitam bolha interna. Evitam erro por excesso de confiança. Se você tentar transformar sua campanha em algo “mais palatável” sob comando de uma única cabeça alinhada ao centro, você corre o risco de repetir exatamente o problema que está tentando evitar. Espero que você entenda este post como um alerta estratégico. Decisões relacionadas à comunicação não podem ser tratadas como decisões meramente políticas. Coordenador político não é coordenador de comunicação. Comunicação exige método, técnica e leitura profissional de linguagem e público. O coordenador de comunicação precisa ser um profissional de comunicação, não um político que acha que entende do assunto. Misturar essas funções é um erro caro demais para uma campanha desse tamanho. Campanha presidencial não se faz com ego. Se faz com arquitetura estratégica de linguagem. E arquitetura não é obra de um só arquiteto.

Anita

60,796 views • 4 months ago