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Ana Sayfaya Dön

☢️ Reflexão da Cooperativa: nesta, vai ser difícil dizer que a culpa é do Passos. Porquê? Porque ele avisou em fevereiro deste ano que a nomeação de Luís Neves era uma imprudência. Muitos, ou até quase todos, trataram a intervenção de PPC como mais uma birrinha política. Um exagero....

23,733 görüntüleme • 26 gün önce •via X (Twitter)

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Benzer Videolar

O Brasil acaba de ouvir algo que não é uma entrevista. É um diagnóstico. Um alerta. Uma convocação. O que Flávio Bolsonaro (Flavio Bolsonaro ) disse não é discurso de candidato, é o relato cru de quem viu o pai ser arrancado da arena política e colocado em uma cela de doze metros quadrados como se fosse um inimigo de guerra. Não há democracia plena quando um ex-presidente de setenta e um anos, sem um único escândalo de corrupção, é mantido em cativeiro branco, com duas horas de sol em um quadrado de concreto. Isso não é justiça. Isso é recado. Flávio revelou como a perseguição não começou com crime algum, mas com o desejo de eliminá-lo da vida pública. Alguém no topo decidiu que Bolsonaro precisava ser destruído e, a partir desse objetivo final, construiu-se todo o teatro. Não houve investigação que levou a uma conclusão. Houve uma conclusão que precisou ser preenchida por um enredo. A decisão da candidatura não nasceu de ambição. Nasceu de desespero moral. Nasceu da angústia de ver o pai tratado como um troféu de vingança. Nasceu do reconhecimento de que Eduardo está exilado, Carlos seria preso ao pisar fora de casa, e Michele carrega outra missão. Sobrou Flávio. Sobrou o filho que caminhou ao lado do pai por vinte e dois anos de vida pública, que viu virtudes e erros, que aprendeu política não em livros, mas testemunhando tempestades. O Brasil não vive uma disputa eleitoral. Vive uma disputa pela sobrevivência. E Flávio verbalizou isso com a simplicidade de quem sente a corda apertando no pescoço do país. Liberdade não acaba de uma vez. Acaba aos poucos. Um direito censurado aqui, um processo abusivo ali, uma voz silenciada adiante. Quando você percebe, já está num beco institucional sem saída. A força da direita sempre foi a coragem. Mas coragem sem direção vira ruído. Bolsonaro, trancado, entendeu que precisava haver um Norte antes que 2026 se transformasse em mais um capítulo de dispersão. E Flávio assumiu o papel que ninguém mais poderia cumprir. Não por sobrenome. Mas por preparo, trajetória e, acima de tudo, por lealdade. É o único que carrega o espírito do pai sem carregar os defeitos que o sistema usou para transformá-lo no inimigo número um da República. A escolha de Tarcísio não foi acaso. Foi alinhamento. O mesmo alinhamento que faltou em 2022. Agora existe palanque, moral, estrutura, coerência. Existe o reconhecimento de que, para enfrentar o que está aí, não basta vontade. É preciso uma estratégia. Flávio carrega um peso que poucos suportariam. O peso de representar um homem preso injustamente. O peso de ser o filho que olha para um Brasil onde suas próprias filhas, no futuro, podem não ter liberdade para estudar, trabalhar ou até andar na rua sem medo. O peso de saber que é agora ou nunca. Ele estava na zona de conforto. Reeleição garantida. Oito anos de estabilidade. Mas destino não escolhe quem está pronto. Escolhe quem é necessário. E quando o pai, em trinta minutos por semana, dentro de uma sala sem janela, disse o candidato tem que ser você, não foi uma ordem. Foi um chamado. Há momentos em que a história exige que alguém atravesse a linha. Flávio atravessou. E aqui está a verdade que ninguém na imprensa ousa admitir. A eleição de 2026 não será sobre Lula ou Bolsonaro. Será sobre qual país sobreviverá. Será sobre prosperidade ou precipício. Sobre futuro ou ruína. Sobre redemocratização ou servidão. Flávio Bolsonaro não se lançou candidato. Foi empurrado pela realidade, pela injustiça, por Deus e pelo próprio país. O Brasil precisa escolher se ainda quer existir como nação livre. Porque, como ele disse, mais quatro anos de PT o Brasil não aguenta. E a história, de vez em quando, escolhe um nome para ser o divisor de águas. Agora sabemos qual é. LIBERTEM BOLSONARO ANISTIA AMPLA,GERAL E IRRESTRITA FLÁVIO BOLSONARO PRESIDENTE 2026

・ Ice ・

29,745 görüntüleme • 8 ay önce

Quinze anos depois do assassinato de Eliza Samudio, o goleiro Bruno reaparece em um podcast dizendo que “segurou o B.O.” e que não sabe o que aconteceu com os restos mortais. A fala chama atenção não apenas pelo conteúdo, mas pelo tom, mais uma vez, ele se coloca como alguém que teria sido forçado a carregar uma culpa, quase como vítima das circunstâncias. É justamente aí que mora o problema. Não se trata de “dois lados da história”. Não se trata de uma versão contra outra. A Justiça brasileira condenou Bruno pelo assassinato de Eliza Samudio, um crime brutal que deixou uma mulher morta e uma família marcada para sempre. O centro dessa história não é a trajetória dele, nem sua tentativa de reconstrução de imagem. O centro é um feminicídio. Quando alguém condenado por um crime dessa gravidade ganha espaço para “explicar o seu lado”, o debate público corre o risco de deslocar o foco da vítima para o agressor. Eliza não está aqui para dar entrevista. Não pode contar sua versão. Não pode se defender. Não pode reconstruir a própria narrativa. É legítimo que a sociedade discuta justiça, ressocialização e cumprimento de pena. Mas é perigoso normalizar discursos que relativizam responsabilidades ou sugerem que o condenado foi apenas alguém que “segurou” algo maior do que ele. Feminicídio não é mal-entendido, não é excesso emocional, não é azar. É violência extrema contra uma mulher. E nesse caso, só há um lado incontornável, o de uma vida interrompida. Bruno é um feminicida, não uma celebridade.

Beta Bastos

178,778 görüntüleme • 6 ay önce

Há falas que não são apenas comentários políticos. São registros históricos. As palavras de Silvio Navarro é um desses momentos em que o jornalismo deixa de narrar o fato e passa a expor a falência moral de um sistema inteiro. O que se viu não foi a transferência de um preso. Foi a celebração pública da arbitrariedade. Jovens formandos em Direito, futuros juízes, promotores e defensores, aplaudindo um ministro que normalizou a perseguição, relativizou a Constituição e transformou a exceção em método. Não aplaudiram uma decisão. Aplaudiram o abuso. Aplaudiram o mal exemplo. Aplaudiram a ideia de que a lei pode ser torcida quando o alvo é “o inimigo certo”. E isso é mais grave do que qualquer discurso de palanque. Porque quando a plateia que bate palmas é formada por quem deveria defender garantias fundamentais, o problema já não está apenas no topo do poder. Está na base que o sustenta. .Silvio toca num ponto que muitos fingem não ver: barulho incessante como instrumento de tortura não é metáfora. É método histórico. É técnica documentada. É prática de regimes que aplaudem confissões arrancadas pelo desgaste físico e psicológico. Quando um ex-presidente, com comorbidades conhecidas, precisa de abafador de ouvido para suportar o dia, já não estamos falando de prisão. Estamos falando de crueldade institucionalizada. E enquanto isso, a hipocrisia grita. Lula teve cela gourmet, porta aberta, entrevistas, visitas políticas, romance, funcionário particular e tratamento de hotel. Collor, condenado por corrupção, recebeu prisão humanitária por decisão do mesmo ministro que hoje nega esse direito a Bolsonaro. Dois pesos, duas medidas, uma caneta só. Mas o trecho mais revelador não é sobre Bolsonaro. É sobre o Congresso ausente. Recesso, férias, silêncio. Enquanto o país vive um terremoto moral envolvendo Banco Master, STF, PCC, INSS, família presidencial, CPI engavetada e uma teia que já não dá para fingir que é coincidência. Não é mistura. É sistema. É tudo a mesma coisa. O aplauso daquela noite não foi espontâneo. Foi pedagógico. Ensinou aos futuros operadores do Direito que a lei é flexível quando o poder manda. Que a Constituição pode ser chutada se o aplauso vier depois. Que o Estado de Direito é negociável. E é isso que assusta. Não Bolsonaro preso. Não o barulho da cela. O que assusta é o som das palmas. Porque aquele ruído não se apaga com abafador. Ele ecoa por gerações. Créditos: Silvio Navarro

・ Ice ・  Ⅹ ・

17,520 görüntüleme • 7 ay önce

Tem gente que olha esse vídeo e desliga na primeira frase só porque não gosta de quem está falando. É o maior erro que a direita comete hoje. Em vez de dissecar a mensagem, cancela o mensageiro. E enquanto isso o sistema agradece, porque segue avançando sem resistência real. O recado aqui não é sobre simpatia pessoal, é sobre o buraco onde estamos entrando. O ponto central é simples e incômodo. Estão vendendo a ideia de que esse projeto de dosimetria é alívio quando, na prática, ele consolida a narrativa de que todo mundo é culpado e de que a perseguição virou política de Estado. Antes, era o arbítrio concentrado em uma pessoa. Agora passa a ser carimbado pelo Legislativo. O que era abuso virou posição oficial da Casa que diz representar o povo. Isso não é avanço. É selar no papel a versão dos algozes. Outro ponto que muita gente não quer encarar é a desonestidade política de prometer o que não dá para entregar. Em vez de dizer claramente que não foi possível garantir a anistia, que há limites técnicos, que o sistema travou tudo, preferem empacotar meia derrota como se fosse vitória. Isso não engana a base mais engajada, que já entendeu o jogo. Mas destrói o eleitor comum, aquele que precisava de um sinal claro para escolher um lado. Esse olha a cena e conclui o óbvio: é tudo igual, tanto faz. E é nesse vazio que nasce o nem Lula nem Bolsonaro que tanto interessa ao sistema. O alerta é direto. Se a direita continuar fingindo força onde está apanhando, quem paga a conta é o projeto de 2026. Não adianta, daqui a um ano, culpar a falta de mobilização, culpar “máquinas” ou culpar setores infiltrados se hoje não há coragem para falar com todas as letras que o jogo é sujo, que as regras são viciadas e que, mesmo assim, é preciso enfrentar com verdade, não com marketing. Bolsonaro venceu em 2018 porque falava o que ninguém tinha coragem de dizer. Não foi por estratégia de gabinete. Foi porque chamou o sistema pelo nome. E a parte sobre Flávio é o outro lado da moeda. Existe espaço real para crescer. Existe cenário favorável. Existe legado concreto. Existe uma candidatura com base forte. Mas isso só vira vitória se vier acompanhado de sinceridade. O povo sempre perdoa limitações. O que o povo não perdoa é ser enganado. É preciso explicar até onde foi possível ir, onde o sistema trancou a porta, o que foi tentado e o que não deu. Não é hora de enfeitar realidade. É hora de colocar a verdade na mesa, mesmo que doa. Por isso o pedido é simples. Esqueçam quem está falando no vídeo. Esqueçam se gostam ou não do mensageiro. Esqueçam o ranço, as implicâncias, o passado, a persona. Foquem na mensagem. O alerta é sério. Se quem deveria defender a verdade começar a dourar derrota, a base desanima, o ambiente esfria e quem estava quase chegando volta para a apatia. Se queremos ver o legado de Bolsonaro continuar vivo na voz e na campanha de Flávio,(Flavio Bolsonaro ) não dá para maquiar a realidade. Ou a direita aprende a ser brutalmente honesta agora, ou vai assistir, mais uma vez, o Brasil ser levado no laço enquanto muitos comemoram migalhas achando que foi banquete. O futuro não perdoa ilusões. LIBERTEM BOLSONARO ANISTIA AMPLA,GERAL E IRRESTRITA FLÁVIO BOLSONARO PRESIDENTE 2026 Créditos : Allan Dos Santos e Alexandre Ramagem

・ Ice ・

16,886 görüntüleme • 8 ay önce

Neste sábado, 21 de março,Jair Bolsonaro não vive um aniversário comum. Não há celebração pelos seus 71 anos, não há encontro com apoiadores, não há sequer a liberdade de estar com a própria família. O que existe é um leito de hospital, um corpo fragilizado por mais de dez comorbidades e uma rotina marcada por dor, limitações e incertezas. Muitas dessas sequelas têm origem direta no atentado de 2018 - que na prática, nunca terminou. Aquela facada não ficou no passado; ela se prolongou no tempo. Está nas cirurgias sucessivas, nas complicações, nas noites difíceis, nas traições políticas - e tudo isso está marcado em um corpo que já não responde como antes. Mas o verdadeiro calvário não é apenas físico. É existir sob julgamento permanente, ser reduzido a versões falaciosas; é ver a própria história ser disputada, reinterpretada, fragmentada e distorcida - sem que seja permitido que a verdade prevaleça. Bolsonaro deixou de ser apenas um homem há muito tempo; tornou-se um símbolo. E símbolos não têm descanso - são exaltados ou destruídos, mas raramente compreendidos. O isolamento que hoje o cerca não é apenas de paredes. É o silêncio dos que se afastaram, é a superficialidade dos que o condenam - é o peso de existir em um país onde a verdade já não é consenso, mas território de guerra. Neste aniversário, Jair Bolsonaro, não apaga velas, ele enfrenta o tempo. Tempo para lembrar que todo poder é transitório. Que toda ascensão carrega, em si, a possibilidade da queda.E que, no fim, o que resta de um homem não é o cargo que ocupou - mas aquilo que foi capaz de suportar. Há algo profundamente humano em sua condição atual. Porque, despido do poder, da voz e da multidão, resta apenas o essencial: um homem à frente de seu tempo, que lutou pelo que acreditava ser verdade e justiça e que, diante de todas as cruzes que carregou, permaneceu de cabeça erguida ancorado na verdade em sua própria travessia. E talvez seja justamente esse o ato “revolucionário” que desconcerta uma República falida.

Karina Michelin

12,452 görüntüleme • 5 ay önce

Allan dos Santos fala ao mundo em entrevista a Steve Bannon Essa entrevista não é sobre um nome, é sobre o que está sendo feito com o Brasil diante do mundo. Quando Allan dos Santos fala para uma audiência internacional, o que aparece não é um debate jurídico, é a exposição de um método. Jair Bolsonaro não é tratado como réu, é tratado como obstáculo. Não se busca justiça, busca-se eliminação simbólica, política e física. Isso não é Estado de Direito, é engenharia de poder. O Brasil deixa de ser um assunto interno e passa a ser peça estratégica. Amazônia, recursos, território, influência regional. Quem controla o Brasil influencia a América Latina inteira. É por isso que o reposicionamento do país importa, por isso o afastamento dos Estados Unidos e a aproximação com a China não são acidente, são escolha. E toda escolha exige remover quem atrapalha o projeto. Quando o Judiciário deixa de ser limite e passa a ser instrumento, a toga vira arma. Quando organizações criminosas deixam de ser tratadas como ameaça real, o Estado já está contaminado. Quando empresas condenadas por corrupção são reabilitadas por decisões convenientes, o sistema deixa de disfarçar. O que está em jogo não é uma eleição. É soberania. É alinhamento civilizacional. É decidir se o Brasil será uma nação autônoma ou um território funcional a interesses ideológicos, econômicos e criminosos. E quando essa denúncia começa a ecoar fora do país, é sinal claro de que o problema já ultrapassou nossas fronteiras. Não é teoria. É alerta. Créditos: Allan Dos Santos , Revista Timeline

・ Ice ・  Ⅹ ・

17,154 görüntüleme • 7 ay önce

Furto de vírus na Unicamp: H1N1 estava entre amostras levadas de laboratório Material biológico foi levado sem permissão do Instituto de Biologia para a Faculdade de Engenharia de Alimentos na universidade. Uma pesquisadora foi presa. PF diz que não houve contaminação externa. Um laboratório de alta segurança não é feito para erro. Ele é feito justamente para impedir que o erro exista. E ainda assim, no Brasil, até isso virou detalhe. A Unicamp, um dos principais centros de pesquisa do país, viu amostras de vírus simplesmente desaparecerem. Entre elas, H1N1. Não é material comum. Não é algo que se perde numa gaveta. É o tipo de agente que exige controle absoluto, registro rigoroso, rastreabilidade total. E mesmo assim, saiu. Não por ataque externo. Não por invasão sofisticada. Por dentro. As amostras foram levadas e permaneceram fora do ambiente controlado por semanas. Circularam dentro da própria estrutura universitária, fora do protocolo, fora da lógica mínima de segurança que esse tipo de material exige. Depois vem a explicação. Sempre vem. Falta de espaço. Uso de outras áreas. Ajustes operacionais. A tentativa de transformar quebra de protocolo em rotina aceitável. O famoso improviso institucionalizado, que no Brasil deixa de ser exceção e vira método. O problema nunca é só o ato. É o ambiente que permite o ato. Um laboratório de nível elevado de biossegurança existe justamente porque trabalha com riscos que não podem ser relativizados. Não existe margem para adaptação criativa quando o assunto é vírus. Não existe espaço para “dar um jeito”. Ou há controle, ou não há segurança. E nesse caso, ficou claro que o controle falhou. As autoridades dizem que o material foi recuperado. Que não houve vazamento. Que não houve impacto externo. Pode até ser. Mas isso não apaga o ponto central. Se foi possível retirar esse tipo de material de dentro de um laboratório desse nível, então o problema não é pontual. É estrutural. Porque segurança de verdade não é medida quando tudo dá certo. É medida quando algo tenta dar errado. E aqui, deu. Só não virou algo maior por circunstância. Não por sistema. E quando um país começa a depender de sorte em áreas críticas, ele já ultrapassou um limite perigoso. O da confiança.

・ Ice ・  Ⅹ ・

34,061 görüntüleme • 4 ay önce

Há momentos na política em que um simples gesto, uma declaração direta e sem rodeios, vale mais do que mil análises. Foi exatamente isso que aconteceu quando Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, verbalizou algo que boa parte da classe política insiste em fingir que não entende: lealdade não é moeda de troca, é fundamento. E no bolsonarismo, mais do que em qualquer outro movimento político contemporâneo, o voto não pertence ao político, pertence ao Bolsonaro. Quando Castro diz que “foi eleito no partido de Jair Bolsonaro” e que por “palavra, fidelidade e honra” não pode seguir outro projeto que não seja o do ex-presidente, ele não está apenas demonstrando alinhamento. Ele está afirmando uma verdade que muitos tentam esconder para fabricar uma autonomia política que nunca existiu. E isso vale para governadores, senadores, deputados e vereadores: quase todos estão onde estão porque Bolsonaro apontou o dedo. Não é exagero. É a realidade factual. Tarcísio, Zema, Jorginho, Cláudio Castro, todos se elegeram surfando a mesma onda: a onda de confiança construída por Jair Bolsonaro ao longo de anos de enfrentamento ao sistema. A lealdade, portanto, não é uma exigência moral abstrata, é reconhecimento histórico. Cada voto recebido por essa classe política foi um voto concedido pela transferência direta de capital político do bolsonarismo. E aqui entra o segundo ponto: A política tradicional tenta vender a narrativa de que “quem tem mandato tem poder”. No bolsonarismo, o eixo é o oposto: quem tem a confiança do povo é Bolsonaro onde aos mandatários são depositários temporários dessa confiança. A declaração de Castro expõe esse nervo: Ele sabe que não existe projeto pessoal sem Bolsonaro. Ele sabe que não existe carreira sólida para quem tenta “voar sozinho”, ignorando a origem do próprio mandato. Ele sabe que a quebra da lealdade é um suicídio político mascarado de “autonomia estratégica”. Enquanto isso, parte da classe política, especialmente a que circula entre Brasília e os bastidores, age como se Bolsonaro fosse apenas “um cabo eleitoral forte” e ignoram toda a perseguição política e a opressão judicial que o Presidente sente na pele cada dia mais. É mentira. Bolsonaro é o dono do voto. O eleitor que elegeu essa geração de políticos não votou em “gestores”, “técnicos”, “moderados” ou “articuladores”. Votou no projeto de país encarnado por Jair Bolsonaro. E essa verdade incomoda. Incomoda porque limita carreirismo. Incomoda porque impede traições disfarçadas de pragmatismo. Incomoda porque exige coragem, algo que nem todos têm. Por isso a fala de Castro é algo a se comentar: Ele lembrou, em voz alta, aquilo que muitos tentam fingir que não escutaram. E Allan dos Santos, ao comentar o vídeo, reforçou o ponto central: há um preso político no Brasil, Jair Bolsonaro, chegando a 100 dias de prisão domiciliar, sem crime, sem foro, sem devido processo legal. É Allan quem coloca o dedo na ferida e diz o óbvio que muitos evitam dizer: não deveria haver outro assunto prioritário que não seja “libertem Jair Messias Bolsonaro”. Mais do que isso: Allan ressalta a falta de percepção de parte da política, que parece anestesiada sobre o tamanho da aberração jurídica que está em curso. E no fim, o ponto permanece: lealdade não é servilismo, é integridade. As milhões de pessoas que votaram nesses quadros políticos não buscaram carreiras individuais. Buscaram um projeto de país. E esse projeto tem nome. E esse nome tem dono. O voto bolsonarista é de Bolsonaro. Quem tenta negar isso não está apenas cometendo um erro político. Está cuspindo no prato que o elegeu e subestimando o povo que o colocou lá.

Pâm 🌸

36,028 görüntüleme • 9 ay önce

O Navio de Teseu Sobre o paradoxo de Teseu e a dissolução do eu Dizem que no porto de Atenas havia um navio. Não um navio qualquer: era o navio de Teseu, aquele que havia navegado até Creta e derrotado o Minotauro. Os atenienses o preservaram por séculos, como relíquia e testemunho. Mas o mar, e o tempo, apodreceram a madeira. E cada prancha deteriorada foi substituída por outra. E depois outra. E outra ainda, até que não sobrou nenhuma tábua original. A pergunta, então, que o filósofo deixou flutuar no ar foi: aquele navio ainda era o navio de Teseu? Plutarco nos legou o paradoxo, mas a pergunta pertence a todos os séculos. Porque não se trata, em rigor, de carpintaria naval. Trata-se de nós. Do estranho esforço que fazemos, a cada manhã, de reconhecer no espelho um rosto que julgamos contínuo, quando, na verdade, é uma sequência de rostos, superpostos, em que cada versão apaga e reescreve a anterior. A biologia, que não se importa com nossa angústia, informa-nos que o corpo humano renova a maior parte de suas células ao longo dos anos. Que a pele que carrego hoje não é a mesma que aprendi a chamar de minha. Que as moléculas que compõem este pensamento que agora formulo já foram, antes, água de rio, terra, ar respirado por alguém que já morreu. E a neurociência diz que o cérebro é plástico, ou seja, que o pensamento é um constante rascunho. E no entanto, insistimos em dizer “eu”, como se houvesse uma entidade estável por trás dessa sílaba breve. Insistimos em lembrar, sabendo que a memória não é um arquivo, mas uma ficção que se reescreve a cada evocação. Insistimos em sermos os mesmos, mesmo quando o que somos desmente essa pretensão a cada decisão que tomamos, a cada amor que começa ou termina, a cada mudança que fazemos, seja física ou psicológica. Talvez o erro esteja na pergunta. Perguntar se somos os mesmos pressupõe que a identidade é uma coisa, um objeto, uma substância, uma tábua de navio que ou persiste ou apodrece. Mas e se a identidade for um verbo? E se o “eu” não for aquilo que permanece, mas aquilo que continua, que se move, que se narra, que tece fios entre o que foi e o que será, construindo a ilusão, ou talvez a realidade, de uma trajetória? Dizem que somos feitos de memória e de linguagem, e a linguagem, sabemos desde Ferdinand de Saussure, é arbitrária e convencional. Os nomes que damos às coisas não são as coisas. O nome que damos a nós mesmos não é o que somos: é apenas o título provisório de uma obra em curso. Somos também feitos de relações, de tudo aquilo que os outros viram em nós antes que nós mesmos enxergássemos. Somos os traumas que nos moldaram sem que os convidássemos. Somos as alegrias que nos abriram onde estávamos fechados. Somos as perguntas que ainda não respondemos, e talvez sejamos sobretudo isso, esse movimento de perguntar que não cessa. O labirinto que Teseu percorreu com o fio de Ariadne era exterior: corredores de pedra, o Minotauro no centro, a saída no horizonte. Já o labirinto que cada um de nós percorre é feito de outra matéria, de tempo e de significado, de esquecimento e de desejo. E não há fio que nos guie senão a narrativa que construímos sobre nós mesmos. Uma narrativa que muda. Que é, ela própria, um navio cujas tábuas são trocadas. E aqui reside, talvez, a libertação estranha que o paradoxo oferece: se não somos uma estrutura fixa, então as versões de nós que fracassaram, que erraram, que se perderam, não são sentenças definitivas. São capítulos. São tábuas que apodreceram e foram substituídas. A culpa que carregamos de uma versão antiga de nós mesmos, aquela pessoa que fomos antes de saber o que sabemos agora, é a culpa de um navio por uma tempestade que já passou. O navio de Teseu continua navegando. A identidade não é o que persiste imutável; é o que persiste em movimento. Somos o processo de sermos. E talvez isso seja suficiente, talvez seja até mais do que suficiente, para atravessar o mar. Somos, enfim, o navio de Teseu.

JAMES WEBB

14,710 görüntüleme • 3 ay önce

Nada começa com violência explícita. Começa com regras. Com termos de uso. Com uma pontuação invisível que ninguém vê, mas todos sentem. Na China, uma geração inteira está descobrindo que o futuro pode ser cancelado por um clique. Jovens que estudaram, trabalharam, obedeceram. Até o dia em que o sistema decidiu que não bastava mais. Entrar na lista negra do crédito social não é cair em desgraça pública. É algo pior. É desaparecer sem barulho. A carteira digital trava. O aluguel não é pago. A comida não é comprada. O transporte não funciona. O salário não chega porque o emprego não vem. E o emprego não vem porque o sistema já decidiu que você não é confiável. Não há tribunal. Não há defesa. Não há explicação clara. Há apenas a rua. Dormir ao relento, cercado por arranha-céus inteligentes, câmeras de alta precisão e slogans de prosperidade coletiva. A tecnologia avança. O humano retrocede. Chamam isso de confiança. Mas confiança não se impõe. Chamam isso de ordem. Mas ordem sem escolha é submissão. Chamam isso de progresso. Mas progresso que elimina pessoas não é progresso, é descarte. O mais cruel não é perder dinheiro. É perder o direito de tentar novamente. Quando um algoritmo decide quem pode comer, trabalhar e morar, o Estado já não governa cidadãos. Administra corpos. E cada jovem dormindo na calçada não é um erro estatístico. É uma mensagem. O sistema está avisando que, ali, viver deixou de ser um direito.

・ Ice ・  Ⅹ ・

19,288 görüntüleme • 8 ay önce

Essa frase não é inocente. É baixa. E é baixa porque se esconde atrás de um tom supostamente analítico para fazer um rebaixamento simbólico calculado. "O Lula mesmo, há oito anos, estava preso [...] hoje é presidente da república. Então, ASSIM COMO, também Bolsonaro, agora está preso e quem sabe: pode também virar o presidente da república, né?! Pelo visto brasileiro gosta de um ex-presidiário". Quando se diz que Lula esteve preso e hoje é presidente e em seguida se acrescenta “assim como Bolsonaro”, o que se faz não é uma constatação histórica neutra. É um enquadramento. Não se comparam crimes, dizem. Mas se igualam trajetórias. Não se misturam contextos, dizem. Mas se coloca tudo no mesmo pacote narrativo. O efeito é imediato e proposital. Bolsonaro deixa de ser vítima de perseguição e passa a ser tratado como mais um personagem do folclore nacional do ex presidiário reciclável. Isso não é leitura fria do cenário. É normalização da injustiça. Bolsonaro não está preso porque o sistema falhou. Está preso porque enfrentou o sistema. Lula voltou apesar do sistema. Bolsonaro está sendo esmagado por ele. Tratar essas duas realidades como equivalentes é desonestidade intelectual travestida de pragmatismo político. E quando se arremata com a frase de que o brasileiro gosta de ex presidiário, o desprezo fica completo. O problema deixa de ser o Judiciário, a perseguição seletiva, o jogo de poder e passa a ser o povo. Como se tudo fosse fruto de uma tara cultural, não de engenharia política, narrativa judicial e manipulação contínua. É a terceirização da culpa em sua forma mais confortável. Essa fala não fortalece Bolsonaro. Ela o dilui. Não denuncia o sistema. Ensina a conviver com ele. Não aponta a injustiça. A transforma em precedente. É o tipo de discurso que não se queima com ninguém. Agradável ao establishment, palatável ao centro, seguro para quem quer parecer maduro, institucional e viável. Enquanto isso, o símbolo é amortecido. O perseguido é normalizado. A exceção vira estatística. Isso não é defesa. É acomodação. Não é coragem. É conveniência. Colocar Bolsonaro nessa moldura não é protegê-lo. É torná-lo administrável. É dizer, em outras palavras, que tudo está dentro do jogo, que basta esperar o tempo passar, que a injustiça pode ser digerida como estratégia. E quando a injustiça vira estratégia, quem ganha não é o perseguido. Ganha quem espera a vez sem precisar enfrentar nada.

・ Ice ・  Ⅹ ・

35,940 görüntüleme • 8 ay önce