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Lula transformou a descoberta de hidrocarbonetos na Foz do Amazonas em palanque eleitoral e decidiu provocar novamente Donald Trump durante uma visita ao navio-sonda da Petrobras, nesta segunda-feira, 17 de agosto: “Se o presidente Trump quiser ficar fazendo guerra com o Irã e fechar o Estreito de Ormuz, nós...

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Lula voltou a provocar os Estados Unidos nesta sexta-feira, 14 de agosto, em entrevista concedida no Palácio do Planalto. A apenas 45 dias das eleições, o fundador do Foro de São Paulo decidiu transformar uma relação diplomática estratégica em combustível para sua campanha. Lula afirmou que só analisará depois das eleições o agrément de Daniel Perez, indicado por Donald Trump para assumir a Embaixada americana no Brasil. Alega que Washington ficou um ano e meio sem enviar embaixador e agora exige pressa. Lula também confirmou que seu governo negou vistos a dois altos funcionários do Departamento de Estado: Riley M. Barnes e Samuel Samson. Segundo Washington, eles viriam ao Brasil para uma agenda de reuniões com autoridades, líderes religiosos e representantes da sociedade civil sobre integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão. O governo Lula preferiu carimbar previamente a missão como tentativa de colocar as urnas brasileiras “sob suspeita”. Barrou a entrada dos representantes e dispensou qualquer oportunidade de diálogo antes mesmo que eles desembarcassem. Em seguida, Lula anunciou que pretende falar diretamente com Trump para adverti-lo: “Não se meta nos negócios do Brasil e, sobretudo, na questão eleitoral.” E ameaçou: “Quem vier dar palpite na eleição aqui desse país vai perder.” É o velho método petista; fabricar um inimigo externo, vestir a fantasia da soberania e esconder o desastre doméstico atrás de uma guerra política conveniente. O destemor desaparece diante de Cuba, Venezuela, China, Irã e Rússia. Para regimes autoritários, Lula oferece abraços, palanque, lealdade e silêncio. Contra os Estados Unidos, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, distribui hostilidade, provocações e ultimatos, para agradar à sua militância revolucionária. Isso não é soberania, é irresponsabilidade diplomática transformada em propaganda socialista eleitoral. Lula aposta que criar uma guerra contra os Estados Unidos poderá ajudá-lo nas urnas. Uma aventura diplomática que pode cobrar um preço altíssimo do Brasil.

Karina Michelin

22,913 Aufrufe • vor 1 Monat

Mauro Vieira acaba de oferecer uma das explicações mais convenientes - e mais irresponsáveis - para o fracasso diplomático do governo Lula. Segundo a declaração do chanceler, nesta quinta-feira, 16 de julho, o que incomoda Donald Trump é o fato de o Brasil não ter se “curvado” às pretensões americanas. Não, ministro! O que deveria incomodar os brasileiros é ver o país sair de uma negociação com uma tarifa de 25% sobre milhares de produtos, bilhões de dólares em exportações ameaçados e empregos brasileiros colocados em risco - enquanto o Itamaraty tenta transformar derrota em “ato de bravura”. Soberania não significa levantar da mesa sem acordo e depois entregar a conta ao trabalhador, ao produtor e ao empresário. Defender o Brasil até o final, exige competência para negociar, apresentar soluções, construir alianças e impedir que divergências diplomáticas terminem em punições econômicas. A investigação da Seção 301 não surgiu ontem nem se limitou a uma única exigência política. Durante aproximadamente um ano, Washington apresentou questionamentos sobre comércio digital, Pix, tarifas, etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção e política ambiental. O governo brasileiro sabia exatamente o que estava em jogo. Agora, depois de fracassar em impedir o tarifaço, Mauro Vieira tenta reduzir tudo a uma narrativa infantil - de um lado, os Estados Unidos exigindo “capitulação”; do outro, Lula defendendo heroicamente a “soberania nacional”. Isso é propaganda para esconder incompetência. O próprio governo americano afirma que Lula não negociou de boa-fé e colocou o ego acima dos interesses do povo brasileiro. O Itamaraty responde com bravatas, mas quem sofrerá as consequências não será Mauro Vieira, Lula ou qualquer ministro protegido pelo salário público. Serão os trabalhadores das empresas atingidas, os produtores que perderão competitividade e as famílias que dependem dessas exportações. Um governo sério não confunde diplomacia com palanque eleitoral e não usa a palavra “soberania” como escudo para fugir da responsabilidade. O Brasil não precisava se curvar aos Estados Unidos. Precisava negociar com inteligência, e nisso o governo Lula fracassou.

Karina Michelin

56,636 Aufrufe • vor 2 Monaten

Lula acaba de triplicar a aposta no confronto com os Estados Unidos e fez isso recorrendo ao seu truque mais gasto: fingir que não entende a gravidade da crise que ele próprio ajuda a incendiar. Lula afirmou que o Brasil “não pode aceitar” o tratamento dado por Washington, atacou diretamente o secretário de Estado americano, Marco Rubio, chamando-o de “latino-americano frustrado”, e ainda tentou vender a fantasia de que, apesar das agressões verbais, deseja “fortalecer” a relação com os Estados Unidos. A contradição não é apenas embaraçante; é quase caricata. Não se fortalece uma relação diplomática insultando uma das principais autoridades do governo americano, muito menos transformando uma crise comercial, política e institucional em espetáculo ideológico.Também não se defende a soberania nacional com bravatas destinadas a agradar a própria militância enquanto o país mergulha em insegurança jurídica, perda de credibilidade e desgaste internacional. Lula ataca os Estados Unidos, provoca Marco Rubio, alimenta a narrativa de confronto e, depois, apresenta-se como vítima de uma agressão externa. É a velha tática de Maduro: cria-se o incêndio, aponta-se para a fumaça e acusa-se o adversário de estar queimando a casa. Os Estados Unidos não estão olhando apenas para o discurso de Lula. Estão observando o ambiente institucional brasileiro, a perseguição política, a censura, o tratamento dado a empresas americanas, o avanço da influência chinesa e a deterioração da segurança jurídica no país. Enquanto Lula tenta vender a ideia de que está defendendo o Brasil, quem pode acabar pagando a conta é o próprio brasileiro. Lula não está defendendo a soberania nacional; está usando a soberania como escudo retórico para esconder a própria irresponsabilidade. O Brasil precisava de prudência e recebeu Lula, um revolucionário que insiste em desafiar o “império ianque”. A história mostra que confrontos dessa natureza costumam produzir consequências que vão muito além dos discurso - isso não tende a terminar bem.

Karina Michelin

37,832 Aufrufe • vor 3 Monaten

🚨🗣️Jornalista argentino afirma que Trump vê Lula como obstáculo estratégico aos EUA na América do Sul O jornalista e analista político Jorge Fontevecchia apresentou uma apuração em que sustenta que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria interesse direto na queda do presidente brasileiro Lula, por enxergá-lo como um entrave central à estratégia de reposicionamento geopolítico norte-americano na América do Sul. Segundo Fontevecchia, o Brasil ocupa uma posição-chave nesse tabuleiro. Não apenas por ser a maior economia da região, mas por seu papel estruturante em blocos multilaterais como o Mercosul e os BRICS. Para o analista, nenhuma estratégia dos EUA no Cone Sul seria viável sem algum grau de cooptação ou neutralização do Brasil. O acordo UE–Mercosul como ponto de inflexão Na leitura apresentada, o acordo entre Mercosul e União Europeia, celebrado após mais de duas décadas de negociações, extrapola o campo comercial. Fontevecchia o descreve como um gesto político de resistência ao que chama de “expansionismo econômico e estratégico norte-americano”. Para ele, o pacto fortalece Lula internamente em um contexto pré-eleitoral e consolida o protagonismo brasileiro, já que o Brasil responde por cerca de três quartos da população e do PIB do Mercosul. Assim, o tratado seria, na prática, um acordo “Brasil–Europa”. Maduro, Brasil e a disputa pela hegemonia O jornalista conecta esse cenário à queda de Nicolás Maduro na Venezuela, tratando os eventos como fios de uma mesma disputa maior: hegemonia norte-americana versus cooperação multilateral. Na sua avaliação, uma eventual reeleição de Lula inviabilizaria qualquer controle regional efetivo por parte de Washington. Fontevecchia cita ainda declarações de Trump em entrevista ao The New York Times, nas quais o presidente afirma que seu único limite seria a própria consciência, relativizando o papel do direito internacional — ponto que o analista interpreta como sinal de uma política externa mais agressiva e unilateral. Leitura ideológica e ressalvas É importante destacar que a análise de Fontevecchia parte de uma visão progressista e pró-multilateral, interpretando o acordo UE–Mercosul e o protagonismo brasileiro como avanços estratégicos. Trata-se, portanto, de uma interpretação política, não de uma confirmação documental de ações diretas de interferência eleitoral. Ainda assim, a leitura expõe como setores da imprensa progressista latino-americana percebem o Brasil como peça central na disputa global entre projetos de poder, reforçando o peso geopolítico do país no cenário internacional.

The Incorrupt

15,996 Aufrufe • vor 8 Monaten