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Rémy M.

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Opiniões, reflexões e análises sobre futebol — « Dime con qué mediocampo andas y te diré qué equipo eres. » Ainda escrevo umas linhas no medium *

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𝐀𝐫𝐠𝐞𝐧𝐭𝐢𝐧𝐚, 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐝𝐢𝐳𝐢𝐚 𝐨 𝐟𝐚𝐛𝐮𝐥𝐨𝐬𝐨 𝐆𝐚𝐥𝐞𝐚𝐧𝐨, “𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐩𝐚 𝐨𝐧𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐮𝐦 𝐞́ 𝐨𝐧𝐳𝐞”. * 🎥 𝑃𝑟𝑜𝑔𝑟𝑒𝑠𝑠𝑜̃𝑒𝑠 𝑜𝑓𝑒𝑛𝑠𝑖𝑣𝑎s 𝑑𝑎 𝐴𝑟𝑔𝑒𝑛𝑡𝑖𝑛𝑎 🇦🇷 𝑣𝑠 𝐴𝑟𝑔𝑒́𝑙𝑖𝑎 🇩🇿 Depois de ver a estreia da seleção Argentina na copa, deu para realçar a preponderância da habilidade sobre qualquer tipo de condições atléticas numa equipa onde se evidencia uma conexão futebolística ímpar. Um ecossistema próprio de representação e identidade própria e coletiva que foge da procura do equilíbrio constante e se assume como um todo que terá, necessariamente, de conviver com o desequilíbrio (criatividade anárquica) e alcançar, puntualmente, estabilidade. Um coletivo intimamente ligado às relações, intuito e sensação e que subverte o status quo da actual tendência da sobre responsabilização do quadro tático através de cérebros estimulados em vez de esquemas predefinidos. A seleção de Scaloni é excepção dentro dum pensamento coletivo global, acerca do futebol, onde prevalece a análise excessiva. Para a Scaloneta vale o poder estimulante das proibições alheias. É a tradução da beleza que provoca o “jogar” tal como na época mais silvestre de cada jogador. Um futebol onde se questiona a máxima velocidade e o carácter diferencial da força para reivindicar a fantasia, alegria e certa rebeldia. Se o futebol for a arte do exercício dos imprevistos, a partição da Albiceleste é sinfonia onde o Maestro absoluto é o “10”. A bola o reclama e, sobretudo, o necessita e ele segue com a propensão em não respeitar qualquer lógica. Uma Argentina para quem o jogo nunca para de ser um jogo. Contemplativa, para atingir o mais distante, ela procura sempre quem está próximo com o âmbito de ver mais longe. De Paul, Mac Allister, Enzo Fernandez e Lionel Messi brincam às escondidas com os perseguidores rivais e não precisam da velocidade e dinamismo acrescido para tal. Sobressaem, antes de tudo, através da astúcia e da compreensão e identificação de critérios espaciais e relacionais que parecem mais inconscientes, intuitivos do que o contrário. O centro de gravidade da equipa toda depende do relacionamento e interações entre eles. Uma seleção que reergueu a utilidade da “lentidão” e paciência onde jogar em “câmara lenta” acarinha-se pelos benefícios que lhe traz : esvaziar a saída para encher a chegada, viajando juntos porque ninguém quer ficar com pena de a ter perdida. Brincam com o dinamismo, impedem qualquer monotonia rítmica. Donos do ritmo, mudam esse mesmo com uma só parede, um toco y me voy, uma cumplicidade que lhes permite jogar de memória. Capazes de adoptar comportamentos antagónicos para se tornarem no homem livre (há quem pare no espaço e quem o ataca) sempre em prol das necessidades de cada situação. Além disso, existe o peculiar protagonismo e iniciativa inegociável de cada jogador. “La nuestra” não é só uma crença sobre identidade e representatividade. La nuestra é o convencimento global de que o “campo” nasce dos laços e harmonia de quem o ocupa que seja no futebol amateur, dentro do “potrero” ou numa copa do mundo. Inclusive, e sobretudo, cresce a partir da forma como se relacionam num contexto onde a audácia é contagiante. Longe do controle obsessivo e das repetições mecânicas, “jogar” é ir ao encontro do que significa realmente a palavra. Suscitar autonomia e expressão individual em prol das ambições coletivas. Ser para ganhar e não ganhar para ser. Enfim, reivindicar a génese do passado, do jogo de relação e passe curto, para construir o futuro. Idiossincrasia que nunca será sustentada com o manual de instruções.

Rémy M.

13,857 görüntüleme • 1 ay önce

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𝐒𝐂 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚 𝐯𝐬 𝐅𝐂 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐨 — 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐬 𝐀𝐃𝐍 🔹 As distâncias curtas como medida de controle e de progressão gradual e o mais do que explícito tríptico : mobilidade - multi direcionalidade - contra movimento. 🔹 Suscitar situações que saem do preestabelecido e exigem aos jogadores capacidade auto-organizativa, cooperativa e autonomia decisional dentro dum contexto onde a bola é o meio e o fim do jogar. 🔹 A iniciativa não se negoceia (os 11, incluindo o GR devem ser protagonistas) sendo uma arma profícua para, desde a saída em construção na zona de risco, procurar manipular a pressão contrária criando focos atrativos e aproveitando as distâncias curtas entre jogadores para sair favorecido : acomodação posicional (distâncias, alturas, posturas) e trajetórias orientadas em função da intenção : ajuda mútua, de apoio direto ou indireto, de distração. 🔹 Através de hábitos operacionais - relacionais cria uma dimensão dinâmica ao seu favor. Horta, Pau Víctor e Zalazar podem interagir de « olhos fechados » e as constantes iniciativas associativas para não só manipular a pressão contrária como também viajar juntos elevam « a empatia futebolística » entre cada elemento da equipa para níveis elevados. 🔹 A conscientização da característica maioritariamente reativa do processo defensivo adversário é para aproveitar : - Procura do homem livre através do conceito do 3o homem. - Olhar por perto para poder ver mais longe. - Também considerar a alternativa mais distante se o contexto que lhe é inerente for vantajoso. - Pelo menos duas opções de passe para o possuidor (evitando paralelismos). - Tentar confundir referências contrárias (ainda mais quando são individuais) 🔹 A nível individual, Moutinho é o cérebro do seu meio campo — clarividência ímpar para actuar consoante os critérios mais determinantes : espacial / temporal. 🔹 Várias saídas, conseguidas apesar do contexto de maior apuro, destacam-se não simplesmente pelo espaço que o adversário esvaziou mas também, e sobretudo, pelo entendimento / sintonia dos jogadores nas suas interações, combinações sem cair na previsibilidade.

Rémy M.

10,639 görüntüleme • 4 ay önce

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