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Rémy M.

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Opiniões, reflexões e análises sobre futebol — « Dime con qué mediocampo andas y te diré qué equipo eres. » 🗣️ 🇵🇹 🇪🇸 🇫🇷 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿

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𝑭𝑪 𝑷𝒐𝒓𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝑭𝒂𝒓𝒊𝒐𝒍𝒊 — 𝑰𝒏𝒕𝒆𝒏𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒑𝒓𝒐𝒈𝒓𝒆𝒅𝒊𝒓: 𝑷𝒂𝒄𝒊𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂, 𝒂𝒕𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐, 𝒊𝒏𝒗𝒂𝒔𝒂̃𝒐. 🔹 O pensamento global baseia-se na crença em que as vantagens iniciais pressupõe os que se seguem. 🔹 Intencionalidade dos centrais (e Guarda Redes) em serem sempre um foco atrativo. DeZerbismo bem explícito (uso da sola). Manipulam as trajetórias contrárias através da paciência (esperar a perseguição, transmissão lateral até encontrar o espaço adequado que permite acionar o homem livre). 🔹 O « 6 » com papel determinante na hora de se acomodar posicionalmente, sempre nas costas de quem pressiona os primeiros construtores. 🔹 Interiores protagonistas para gerar situações de 3o homem, procurando vantagens dinâmicas / posicionais / numéricas. Froholdt confortável usando o pé esquerdo para gerar vantagens (pé trocado). Gabri Veiga faz o mesmo a partir da esquerda com o pé direito e brinca com os perseguidores através da astúcia no contra movimento. 🔹 Auxílio dos laterais direto (construção) ou indireto (gerar confusão nas referências contrárias com deslocamento para zonas interiores que viabilizam a lateralização do interior do seu lado ou abrir a linha de passe para encontrar os extremos em amplitude). 🔹 Trajetórias curtas entre linhas em zonas de construção para suscitar vantagens associativas e poder, a posteriori, invadir o último terço depois de encontrar o homem livre com vantagem (encara o jogo de frente com possibilidade de assumir condução).

Rémy M.

16,885 次观看 • 22 天前

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🎥 🔍— Alguma amostra do quão indispensáveis são as trajetórias sem bola do Froholdt e Gabri Veiga neste FC Porto para gerar ameaça nas costas da pressão ou da última linha contrária (desmarcações profundas). O modelo do Farioli assim o exige e chama o auxílio dos laterais quando o adversário consegue acomodar-se posicionalmente para restringir esses espaços. Kiwior, como se sabe, é o principal protagonista desde trás e procura acionar, na maioria das vezes, duas opções : o apoio próximo nas costas da primeira pressão adversária (diretamente ou através do apoio frontal dum dos interiores para encontrar o 3o homem) ou a diagonal para dar seguimento à desmarcação profunda do interior do lado oposto. Froholdt e Gabri Veiga procuram suscitar sintonia entre os seus comportamentos sem bola no âmbito de evitar paralelismos : apoio / desmarcação profunda / contra movimento. A tal criatividade sem bola, auto-organização para gerar confusão e procura do desequilíbrio em campo contrário. São interações indiretas, semi-esperadas e não necessariamente preestabelecidas, que respondem a contextos específicos do jogo (o que valoriza bastante a actuação dos dois). Contudo, quando as trajetórias de apoio direto são sempre mais de ataque à profundidade do que de reclamação de bola no pé, sobretudo na zona onde se define em grande parte do cenário dum jogo, pode induzir a um limite proposicional (qualitativo) a partir da posse e na tentativa de progressão gradual (viajar juntos). É necessário considerar alternativa ao procurar a verticalização imediata depois da volitiva atração. Dificilmente se pode abdicar da função de conectores dos interiores para alcançar estabilidade. A redundância dessas situações cria um maior foco de atenção na organização contrária e nesse sentido apareceu o apoio dos laterais (A. Costa em destaque) para atacar intervalos e libertar espaços. Procura-se aumentar conexões e vínculos associativos perante a vontade de restrição de espaço do adversário. Resumindo, existe um FCP tributário das ameaças dos seus interiores através das suas trajetórias de ataque à profundidade (funcionalidade operacional) que realça carências da linha da frente na hora de gerar desequilíbrios, emancipando-se de quem chega desde trás.

Rémy M.

13,517 次观看 • 1 个月前

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𝐀𝐫𝐠𝐞𝐧𝐭𝐢𝐧𝐚, 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐝𝐢𝐳𝐢𝐚 𝐨 𝐟𝐚𝐛𝐮𝐥𝐨𝐬𝐨 𝐆𝐚𝐥𝐞𝐚𝐧𝐨, “𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐩𝐚 𝐨𝐧𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐮𝐦 𝐞́ 𝐨𝐧𝐳𝐞”. * 🎥 𝑃𝑟𝑜𝑔𝑟𝑒𝑠𝑠𝑜̃𝑒𝑠 𝑜𝑓𝑒𝑛𝑠𝑖𝑣𝑎s 𝑑𝑎 𝐴𝑟𝑔𝑒𝑛𝑡𝑖𝑛𝑎 🇦🇷 𝑣𝑠 𝐴𝑟𝑔𝑒́𝑙𝑖𝑎 🇩🇿 Depois de ver a estreia da seleção Argentina na copa, deu para realçar a preponderância da habilidade sobre qualquer tipo de condições atléticas numa equipa onde se evidencia uma conexão futebolística ímpar. Um ecossistema próprio de representação e identidade própria e coletiva que foge da procura do equilíbrio constante e se assume como um todo que terá, necessariamente, de conviver com o desequilíbrio (criatividade anárquica) e alcançar, puntualmente, estabilidade. Um coletivo intimamente ligado às relações, intuito e sensação e que subverte o status quo da actual tendência da sobre responsabilização do quadro tático através de cérebros estimulados em vez de esquemas predefinidos. A seleção de Scaloni é excepção dentro dum pensamento coletivo global, acerca do futebol, onde prevalece a análise excessiva. Para a Scaloneta vale o poder estimulante das proibições alheias. É a tradução da beleza que provoca o “jogar” tal como na época mais silvestre de cada jogador. Um futebol onde se questiona a máxima velocidade e o carácter diferencial da força para reivindicar a fantasia, alegria e certa rebeldia. Se o futebol for a arte do exercício dos imprevistos, a partição da Albiceleste é sinfonia onde o Maestro absoluto é o “10”. A bola o reclama e, sobretudo, o necessita e ele segue com a propensão em não respeitar qualquer lógica. Uma Argentina para quem o jogo nunca para de ser um jogo. Contemplativa, para atingir o mais distante, ela procura sempre quem está próximo com o âmbito de ver mais longe. De Paul, Mac Allister, Enzo Fernandez e Lionel Messi brincam às escondidas com os perseguidores rivais e não precisam da velocidade e dinamismo acrescido para tal. Sobressaem, antes de tudo, através da astúcia e da compreensão e identificação de critérios espaciais e relacionais que parecem mais inconscientes, intuitivos do que o contrário. O centro de gravidade da equipa toda depende do relacionamento e interações entre eles. Uma seleção que reergueu a utilidade da “lentidão” e paciência onde jogar em “câmara lenta” acarinha-se pelos benefícios que lhe traz : esvaziar a saída para encher a chegada, viajando juntos porque ninguém quer ficar com pena de a ter perdida. Brincam com o dinamismo, impedem qualquer monotonia rítmica. Donos do ritmo, mudam esse mesmo com uma só parede, um toco y me voy, uma cumplicidade que lhes permite jogar de memória. Capazes de adoptar comportamentos antagónicos para se tornarem no homem livre (há quem pare no espaço e quem o ataca) sempre em prol das necessidades de cada situação. Além disso, existe o peculiar protagonismo e iniciativa inegociável de cada jogador. “La nuestra” não é só uma crença sobre identidade e representatividade. La nuestra é o convencimento global de que o “campo” nasce dos laços e harmonia de quem o ocupa que seja no futebol amateur, dentro do “potrero” ou numa copa do mundo. Inclusive, e sobretudo, cresce a partir da forma como se relacionam num contexto onde a audácia é contagiante. Longe do controle obsessivo e das repetições mecânicas, “jogar” é ir ao encontro do que significa realmente a palavra. Suscitar autonomia e expressão individual em prol das ambições coletivas. Ser para ganhar e não ganhar para ser. Enfim, reivindicar a génese do passado, do jogo de relação e passe curto, para construir o futuro. Idiossincrasia que nunca será sustentada com o manual de instruções.

Rémy M.

13,857 次观看 • 3 个月前

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𝐒𝐂 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚 𝐯𝐬 𝐅𝐂 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐨 — 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐬 𝐀𝐃𝐍 🔹 As distâncias curtas como medida de controle e de progressão gradual e o mais do que explícito tríptico : mobilidade - multi direcionalidade - contra movimento. 🔹 Suscitar situações que saem do preestabelecido e exigem aos jogadores capacidade auto-organizativa, cooperativa e autonomia decisional dentro dum contexto onde a bola é o meio e o fim do jogar. 🔹 A iniciativa não se negoceia (os 11, incluindo o GR devem ser protagonistas) sendo uma arma profícua para, desde a saída em construção na zona de risco, procurar manipular a pressão contrária criando focos atrativos e aproveitando as distâncias curtas entre jogadores para sair favorecido : acomodação posicional (distâncias, alturas, posturas) e trajetórias orientadas em função da intenção : ajuda mútua, de apoio direto ou indireto, de distração. 🔹 Através de hábitos operacionais - relacionais cria uma dimensão dinâmica ao seu favor. Horta, Pau Víctor e Zalazar podem interagir de « olhos fechados » e as constantes iniciativas associativas para não só manipular a pressão contrária como também viajar juntos elevam « a empatia futebolística » entre cada elemento da equipa para níveis elevados. 🔹 A conscientização da característica maioritariamente reativa do processo defensivo adversário é para aproveitar : - Procura do homem livre através do conceito do 3o homem. - Olhar por perto para poder ver mais longe. - Também considerar a alternativa mais distante se o contexto que lhe é inerente for vantajoso. - Pelo menos duas opções de passe para o possuidor (evitando paralelismos). - Tentar confundir referências contrárias (ainda mais quando são individuais) 🔹 A nível individual, Moutinho é o cérebro do seu meio campo — clarividência ímpar para actuar consoante os critérios mais determinantes : espacial / temporal. 🔹 Várias saídas, conseguidas apesar do contexto de maior apuro, destacam-se não simplesmente pelo espaço que o adversário esvaziou mas também, e sobretudo, pelo entendimento / sintonia dos jogadores nas suas interações, combinações sem cair na previsibilidade.

Rémy M.

10,639 次观看 • 5 个月前

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